Funcionários da Auto Viação Mercês cruzaram os braços nas primeiras horas desta quarta-feira (14) em Curitiba, resultando na paralisação total de ônibus que atendem, sobretudo, as regiões oeste da capital. A mobilização, decidida em assembleia do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana, tem como principal motivação o atraso no pagamento de salários e benefícios. Nesta manhã, nenhum veículo deixou as garagens da empresa, deixando milhares de passageiros sem transporte nas rotas ligadas ao Terminal de Santa Felicidade e áreas vizinhas.
Segundo a direção do sindicato, as dificuldades com os repasses salariais não são pontuais, mas um problema que se arrasta desde o fim do ano passado, com pagamentos sendo feitos de forma parcelada e sem a liquidação integral dos valores devidos. Parte significativa dos salários e parcelas de benefícios, incluindo 30% a 40% de valores acordados, permanece sem quitação completa, gerando forte insatisfação entre os motoristas e cobradores. Como consequência, muitos trabalhadores optaram pela greve até que haja uma regularização dos pagamentos.
A paralisação provocou impacto direto na rotina da população que depende do transporte coletivo para deslocamentos diários. Passageiros relataram longas esperas nos pontos e terminais desde o início da manhã, sem previsão imediata de retorno à normalidade dos serviços.
A Urbanização de Curitiba (URBS), em nota, reconheceu a intensidade dos prejuízos à população causados pela interrupção do serviço e afirmou estar trabalhando na organização de uma reposição emergencial das linhas por meio de outras operadoras do sistema, com o objetivo de minimizar os efeitos da paralisação.



