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03/07/2026

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IA no administrativo: o robô que já faz o chato por você (e o que ele ainda não consegue fazer)

22/04/2026
robô

A Inteligência Artificial saiu do filme de ficção e invadiu o administrativo das empresas com cara de quem veio para facilitar a vida — ou pelo menos acabar com aquela pilha de planilhas que ninguém aguentava mais.

Em 2026, tarefas que antes exigiam uma equipe inteira agora são despachadas com poucos cliques: conciliação bancária, faturamento, triagem de e-mails e CVs, agendamento de reuniões, geração de relatórios e até respostas iniciais para clientes. Ferramentas inteligentes fazem o serviço pesado enquanto o humano supervisiona de longe, tomando um café mais tranquilo.

O resultado é prático e um tanto quanto interessante: departamentos administrativos que no início dos anos 2000 pareciam intocáveis, estão reduzindo contratações de entrada e realocando gente para o que realmente importa.

Pesquisas apontam que quase 45% das tarefas administrativas podem ser automatizadas, e muitas empresas já sentem o alívio no bolso e na agenda. Pequenas e médias empresas ganham fôlego extra, como se tivessem contratado um colaborador incansável, que está sempre de bom humor, que é facilmente treinado, está sempre disponível, não pede aumento e nem tira licença.

Mas e aí? A IA veio só para cortar custo?

Não. Ela está criando novas profissões que ninguém sonhava há poucos anos. Agora temos o que o mercado tem chamado de “orquestradores de agentes”, profissionais que desenham, treinam e monitoram fluxos de IA para que eles rodem sozinhos sem fazer besteira. Gostou dessa? Sim, a IA ainda se perde e sim, pode fazer besteiras.

Então ainda temos “especialistas em ética de IA”, que misturam tecnologia com visão estratégica e bom senso — aquele que ainda não cabe em algoritmo.

A IA ainda tem seus limites. Ela processa dados como ninguém, mas não sabe lidar com empatia verdadeira numa conversa delicada, negociar com cliente bravo, liderar uma equipe inspirando confiança ou tomar decisão ética quando os dados são cinzentos.

A máquina pode redigir o relatório, mas não explica “com carinho” por que o prazo apertou.

Até 2030 a previsão é que a IA vai diminuir ou até eliminar tarefas repetitivas e vão surgir empregos que combinam tecnologia com inteligência emocional, resolução de problemas complexos e influência interpessoal.

Eu acredito que o futuro é de gente melhor empregada e com melhor qualidade de vida: menos horas perdidas em burocracia e mais tempo para pensar e criar.

O profissional treinado para análise crítica, bom relacionamento e resolução de problemas, irá sempre se destacar.

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