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17/07/2026

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Indústria do Paraná está menos otimista para 2026, aponta pesquisa da Fiep

02/02/2026
indústria do paraná - Fiep

A indústria do Paraná inicia 2026 mais cautelosa, segundo a 30ª edição da Sondagem Industrial, divulgada nesta segunda-feira (2) pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Apenas 55% das empresas industriais estão otimistas quanto ao desempenho dos próprios negócios, queda de seis pontos percentuais em relação a 2025.

Sobre a economia brasileira, 46% dos empresários esperam retratação, e apenas 24% projetam crescimento. A pesquisa, realizada por questionário eletrônico com 738 indústrias de todos os portes, mostra que a política nacional (61%) e a situação econômica do país (26%) são os principais fatores que impactam as expectativas do setor.

Entre os que estão pessimistas sobre o desempenho de seus negócios, 64% citam dificuldade de mão de obra, 47% apontam aumento nos custos de produção e 44% mencionam infraestrutura logística.

Apesar do cenário cauteloso, 84% das indústrias planejam investir em 2026, sendo que 59% aplicarão igual ou mais recursos do que no ano passado. Os investimentos serão focados principalmente em melhoria de processos, produtos ou serviços (63%), redução de custos (46%), prospecção de mercado (45%) e ampliação da capacidade produtiva (38%).

A pesquisa também revelou dados sobre produtividade e inovação: 75% das empresas utilizam melhorias de processos, 64% investem em qualificação profissional, e 26% adotam automação e robotização. A utilização de inteligência artificial cresceu para 15%, sete pontos percentuais acima do levantamento anterior.

No comércio exterior, a intenção de exportar caiu para 30% das indústrias, 17% a menos que em 2025. Já a intenção de importar também caiu para 44%, com destaque para insumos e matérias-primas (45%) e máquinas e equipamentos (31%).

Sobre a Reforma Tributária, 71% das empresas dizem não conhecer todos os impactos, sendo que o desconhecimento é maior entre micro e pequenas indústrias (76%). Entre os que conhecem parcialmente, 39% esperam impacto positivo para seus negócios, 46% para a economia nacional, e 55% acreditam que a reforma reduzirá a complexidade do sistema tributário.

Para o presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, “questões macroeconômicas como o desequilíbrio fiscal, o recorrente aumento de tributos sobre o setor produtivo e a elevada taxa básica de juros cada vez mais sufocam as indústrias e minam a competitividade do setor”.

Foto: Gelson Bampi

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