A inflação oficial da Região Metropolitana de Curitiba registrou alta de 0,37% em setembro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,48%, mas mantém a capital paranaense acima do centro da meta anual de inflação, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.
No acumulado de 12 meses, a alta dos preços na região chega a 5,04%, ligeiramente abaixo do índice nacional (5,17%), mas ainda acima do limite superior da meta. O dado indica que, apesar da desaceleração em alguns grupos de consumo, o custo de vida continua pressionado na capital e nos municípios do entorno.
A energia elétrica residencial foi o item que mais influenciou o resultado do mês, em razão do fim do bônus de Itaipu e da manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. O reajuste impactou diretamente o grupo Habitação, responsável por parte importante da elevação geral.
No grupo de Transportes, o aumento dos combustíveis também exerceu influência relevante sobre o índice. A gasolina e o etanol tiveram variação positiva, acompanhando as oscilações de preços no mercado nacional e internacional.
Por outro lado, o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou variação negativa pelo quarto mês consecutivo, com queda média de 0,26%. Itens como tomate, cebola, batata-inglesa e arroz registraram recuos significativos, o que ajudou a conter a inflação local. Já frutas como melão e manga tiveram aumentos pontuais.
Economistas ouvidos pela Fecomércio PR observam que o comportamento recente dos preços reflete um equilíbrio instável: embora não haja sinais de descontrole, fatores externos — como o câmbio, o preço do petróleo e os reajustes de tarifas públicas — continuam a representar riscos inflacionários para os próximos meses.
Os gráficos do levantamento destacam a composição do IPCA em Curitiba por grupo de despesa, mostrando a força dos itens administrados (energia e transporte) e a contribuição negativa dos alimentos. A análise também indica que, no comparativo regional, Curitiba segue entre as capitais com menor variação mensal, mas ainda acima do patamar considerado ideal para a estabilidade de preços.



