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O chefe do Judiciário do Irã afirmou neste sábado (7), que a República Islâmica continuará atacando nações vizinhas da região que ofereçam aos seus inimigos “pontos usados em agressões contra nosso país.”
“Evidências das Forças Armadas do Irã mostram que a geografia de alguns países da região está, de forma aberta e encoberta, à disposição do inimigo”, disse Gholamhossein Mohseni Ejei, que também é membro do conselho interino de liderança.
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos do Golfo, incluindo muitos que abrigam bases americanas, e prometeu que não haveria mais lançamentos de projéteis contra estas nações, “exceto em caso de ataque contra o Irã a partir desses territórios”.
A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã entrou no oitavo dia neste sábado (7), marcada por uma nova fase da ofensiva israelense contra Teerã e também contra o Hezbollah no Líbano. O Irã prometeu que não se renderá aos Estados Unidos nem a Israel após uma das ondas de ataques israelenses mais intensas desde o início da guerra, há uma semana.
Entre os alvos estavam uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis. Outro alvo dos bombardeios foi o aeroporto internacional de Mehrabad, um dos dois da capital iraniana, que sofreu um grande incêndio.
Israel bombardeou simultaneamente vários alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano. O Ministério da Saúde do Líbano anunciou um balanço de 16 mortos nos ataques deste sábado.
No oitavo dia de conflito, Pezeshkian adotou um tom desafiador em relação a Donald Trump, que na sexta-feira exigiu a “rendição incondicional” de Teerã para acabar com a guerra.
“Os inimigos levarão para o túmulo seu desejo de que o povo iraniano se renda”, disse Pezeshkian em um discurso exibido na televisão.



