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Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse acabam de ganhar mais um rival de peso. A Chevrolet lançou, na manhã desta quinta-feira (7), em São Paulo, o seu mais novo SUV, o Sonic, que chega para disputar aquela que está se transformando na fatia mais concorrida do mercado: a dos SUVs subcompactos.
O carro já era aguardado há bastante tempo, sobretudo depois da chegada de seus rivais. A Chevrolet demorou para lançar um SUV baseado no Onix, seguindo uma receita já conhecida das concorrentes: usar a base de um hatch de sucesso, como o VW Polo, e transformá-lo em utilitário esportivo. Veja onde ele se posiciona entre os principais concorrentes:
- Fiat Pulse Drive 1.3 manual: R$ 103.990;
- Fiat Pulse Drive 1.3 automático: R$ 115.990;
- Fiat Pulse 1.0 Turbo: R$ 119.990;
- Fiat Pulse 1.0 Turbo híbrido Audace: R$ 136.990;
- Fiat Pulse 1.0 Turbo híbrido Impetus: R$ 151.490;
- Fiat Pulse Abarth 1.3 Turbo Automático: R$ 162.490;
- Renault Kardian Evolution manual: R$ 113.690;
- Renault Kardian Authentic automático: R$ 113.990;
- Renault Kardian Evolution automático: R$ 124.690;
- Renault Kardian Techno: R$ 139.290;
- Renault Kardian Iconic: R$ 149.990;
- Volkswagen Tera 1.0 MPI: R$ 107.190;
- Volkswagen Tera 170 TSI: R$ 123.190;
- Volkswagen Tera Comfort: R$ 133.190;
- Volkswagen Tera High: R$ 146.190.
O Sonic é produzido em Gravataí (RS) e tem como principal objetivo conquistar um consumidor mais jovem, que vê no SUV a principal solução de mobilidade. O desenho aposta em linhas mais marcadas e traz elementos já comuns no segmento, como as lanternas interligadas por uma barra de LED.
A inspiração no Equinox EV é clara. Na dianteira, o SUV segue o atual DNA visual da Chevrolet, com grade dividida em dois níveis e destaque para a grande entrada de ar inferior. As luzes diurnas de LED ficam posicionadas na parte superior, separadas dos faróis principais.
Os faróis utilizam projetores. Segundo a Chevrolet, esse sistema aumenta em até 20% a eficiência da iluminação. Além disso, os projetores permitiram reduzir o tamanho do conjunto óptico, abrindo espaço para entradas aerodinâmicas voltadas à refrigeração dos freios. Apesar disso, o Sonic não tem proposta esportiva.
A gravata da Chevrolet, antes dourada, passa a ser preta. Nas laterais, o SUV traz vincos bem marcados, enquanto a queda mais acentuada da traseira tenta aproximá-lo do estilo dos SUVs cupês. A suspensão mais elevada em relação ao Onix ajuda a reforçar a aparência robusta. As rodas são de 17 polegadas.
Na traseira, as lanternas afiladas e tridimensionais dão ao modelo um visual mais moderno. A área inferior em preto no para-choque reforça a proposta visual mais esportiva. Já o aerofólio avançando sobre o vidro traseiro completa o conjunto.
No geral, o Sonic mede 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura. Em comparação ao VW Tera, ele é 12 cm mais comprido e 6 cm mais alto. Na largura, ambos empatam. Em dimensões, fica apenas 4 cm abaixo do Nivus e se aproxima bastante da proposta do SUV cupê da Volkswagen. Já em relação ao Fiat Fastback, a diferença é maior: o modelo da Fiat é 21 cm mais comprido.
Entre os opcionais, o Sonic pode receber gravata iluminada da Chevrolet e ponteiras duplas de escape.
Interior mais refinado
O Sonic estreia como o modelo de acabamento mais elaborado entre os carros compactos da Chevrolet no Brasil. O painel segue a tendência de telas integradas, com display de 8 polegadas para o quadro de instrumentos e central multimídia de 11 polegadas.
O sistema, chamado de Virtual Cockpit System, pode contar com Wi-Fi nativo, serviços OnStar e atualizações remotas (over-the-air — OTA). Apesar da semelhança visual com Onix e Onix Plus, o acabamento utiliza materiais mais suaves ao toque.
O volante também mudou. Agora, traz acabamento em black piano e botões sensíveis ao toque, eliminando a necessidade de pressionamento físico.
Nos revestimentos, o Sonic se aproxima mais do Tracker, trazendo forros de porta e apoio de braço com camada extra de espuma.
Motorização
O novo SUV da GM utiliza o conhecido motor 1.0 turbo de três cilindros já presente em outros modelos da marca no Brasil. O propulsor entrega 115 cv de potência e 16,8 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático de seis marchas.
A importância do Sonic
Sonic já foi um nome utilizado pela Chevrolet em dois modelos — hatch e sedã — vendidos entre 2012 e 2014. Eram carros de nicho, com proposta mais esportiva e bom conjunto mecânico, mas que tiveram vendas discretas no Brasil.
Agora, a Chevrolet resgata o nome em um segmento considerado estratégico para os próximos anos. Assim como SUVs compactos e médios vêm reduzindo o espaço dos sedãs tradicionais, os SUVs subcompactos se tornaram prioridade para marcas como Chevrolet, Fiat, Renault e Volkswagen.
É justamente nesse segmento que as fabricantes tentam conquistar consumidores que antes buscavam hatches compactos. E é nessa disputa que o Sonic tentará enfrentar Tera, Pulse e Kardian nos próximos anos.



