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29/06/2026

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Novo Toyota Corolla manual é mais barato que Renault Kwid e Fiat Mobi

13/05/2026
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A Toyota acaba de lançar um Corolla manual. É isso mesmo, leitor. Um Toyota Corolla manual e com preço de carro popular. Só tem um pequeno detalhe: esta configuração do sedã não foi feita para o consumidor comum. Trata-se de uma versão para autoescolas, criada para ensinar novos motoristas a lidar com embreagem e alavanca.

Chamado de Driving School Vehicle, o modelo chega ao mercado japonês para substituir os antigos carros de treinamento baseados no Corolla Axio, que saiu de linha em outubro de 2025. Ou seja, dá para cravar que o o câmbio manual não voltou por romantismo, mas por necessidade. Autoescola, afinal, ainda precisa formar motorista capaz de sair de uma ladeira sem quaisquer traumas.

A versão usa o motor 1.5 Dynamic Force de três cilindros, que entrega 120 cv de potência e 14,8 kgfm de torque. A tração é dianteira e o câmbio é manual de seis marchas, combinação que faz deste o único Corolla zero-quilômetro com câmbio manual à venda, excluindo, claro, o GR Corolla, que vive em seu universo particular de preço e proposta.

O Toyota Corolla de autoescola parte de 13,6 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 66,6 mil em conversão direta. É menos do que custa um Renault Kwid Zen no site oficial da marca no Brasil, tabelado a R$ 82.790, e também abaixo do preço cheio do Fiat Mobi Like, que aparece a R$ 83.490.

O Citroën C3 é outro que, mesmo em condições especiais, tem precinho mais camarada. Isso porque sai por R$ 76.990. Aliás, nem mesmo com algum tipo de desconto os compactos chegam ao preço do sedã vendido no Japão.

O novo Corolla para quem está aprendendo a dirigir tem ainda uma opção híbrida, equipada com motor 1.8 e potência combinada de 140 cv, além de 14,5 kgfm de torque. Neste caso, porém, a transmissão é a e-CVT, sempre com tração dianteira. O preço sobe para US$ 15.200, ou cerca de R$ 74,4 mil. Ainda assim, em conversão direta, continua parecendo piada pronta.

Visualmente, o Toyota Corolla de autoescola é simples como manda o figurino. Traz rodas de aço de 15 polegadas com calotas e carroceria sem qualquer tentativa de parecer esportiva, premium ou aventureira. Há emblema específico da Toyota, espelhos auxiliares para reduzir pontos cegos do instrutor e suportes para placas especiais usadas em veículos de treinamento.

Por dentro, o ponto principal é o segundo conjunto de pedais instalado à frente do instrutor. Ele aparece tanto na versão manual quanto na automática, permitindo que o “pofexô” assuma o controle caso o aluno descubra, em tempo real, que dirigir envolve mais variáveis do que acelerar em reta.

Há também um segundo retrovisor interno e um painel exclusivo no lugar da central multimídia. Nada de telona, aplicativos ou firulas. O espaço foi ocupado por um pequeno velocímetro digital, botão extra de buzina, suporte para GPS e indicadores de seta e acionamento do freio.

O sedã tem plásticos simples, bancos de tecido e carrega a missão de ensinar. Enquanto aqui o Corolla manual desapareceu nos idos de 2018, no Japão reaparece em sua forma mais básica, quase didática, lembrando que automóvel também pode servir de ferramenta.

Obviamente, não há qualquer sinal de que esse Corolla manual venha para o Brasil. Por aqui, este tipo de caixa resiste basicamente nos carros de entrada, comerciais leves e em alguns sobreviventes esportivos. O consumidor do segmento médio já foi empurrado há muito tempo para o automático.

Não à toa, a existência de um Corolla manual à venda no Japão, mais barato que Mobi e Kwid em conversão direta, é daquelas notícias que parecem feitas sob medida para irritar qualquer entusiasta em grupo de WhatsApp. E, convenhamos, com certa razão.

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