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Os erros cometidos pelo sistema defensivo, o meio de campo vulnerável e o ataque improdutivo são os principais problemas da seleção brasileira para os quais Carlo Ancelotti tem de encontrar soluções após o frustrante empate com Marrocos na estreia da Copa do Mundo.
A zaga deixou espaços e cometeu falhas, mas o que mais preocupou foi o meio de campo lento, nada combativo e infértil. Com jogadores técnicos e de intensidade, Marrocos levou considerável vantagem no setor. Foi por ali, a partir de erro de Lucas Paquetá, que a seleção africana construiu seu golaço, anotado por Saibari.
“A gente tem que melhorar, evoluir, porque a gente vai precisar jogar melhor para ganhar a competição”, reconheceu Vini Jr, o único a brilhar na estreia.
O Brasil não tem os talentosos meias de Portugal e da Espanha, mas há jogadores disponíveis no banco capazes de melhorar o setor. Fabinho, já veterano, tem mais bola hoje que Casemiro, que vive o ocaso na carreira e está na iminência de deixar o Manchester United e jogar na pouco exigente liga de futebol dos Estados Unidos, a MLS.
Primeiro volante, segundo ou até capaz de ser um armador, o botafoguense Danilo é a melhor alternativa para dar frescor e qualidade ao setor.
Se Ancelotti é grato e gosta muito de Casemiro pelo que fez no passado o experiente volante, o treinador tem preterido Endrick, o presente e futuro da seleção brasileira. O atacante de 19 deu demonstrações suficientes de não que não há camisa 9 melhor que ele no grupo. Falta convencer o treinador.
“Eu não estou aqui pra falar dos jogadores individualmente. Falo sobre a equipe”, esquivou-se o técnico quando questionado se Endrick seria o camisa 9 ideal da seleção. Diante dos marroquinos, Ancelotti escolheu Igor Thiago. Jogador de força e virilidade, o artilheiro do Brentford foi um dos piores em campo.
A boa notícia é que, em seu curto tempo no comando do Brasil, o italiano demonstrou não se apegar a uma única formação ou aos mesmos nomes. O empate pode ter sido providencial para não esconder os problemas da primeira escalação de Ancelotti na Copa. Se olhou com atenção o que fizeram Lucas Paquetá e Igor Thiago, o treinador vai tirá-los do grupo dos titulares.
Raphinha, protagonista de uma péssima apresentação na ponta direita e centralizado, foi mantido até o fim contra o Marrocos. Mas se “futebol é momento”, indica o velho chavão, o astro do Barcelona também não deveria ser intocável.
Especialmente quando reservas como Luiz Henrique e Rayan pedem passagem. “Mudanças podem acontecer. Vai depender das características do nosso rival”, adiantou o técnico. “Eu tenho que aproveitar todo o elenco e não fixar jogadores”.



