A Paranapetro, entidade que representa o comércio varejista de combustíveis no Paraná, denunciou que distribuidoras têm promovido repasses sucessivos de aumentos nos preços da gasolina e do diesel aos postos em todo o estado, pressionando o valor final pago pelos consumidores. Segundo a entidade, as altas vêm sendo aplicadas com rapidez pelas companhias de distribuição, enquanto eventuais reduções costumam demorar a chegar ao mercado.
De acordo com a organização, as distribuidoras alegam que os reajustes são consequência do uso de combustíveis importados em seus estoques e da elevação dos preços no mercado internacional. Com base nesses argumentos, as empresas vêm repassando aumentos seguidos aos postos nos últimos dias, tanto no diesel quanto na gasolina.
A Paranapetro afirma que os postos acabam recebendo esses reajustes de forma imediata, uma vez que são obrigados a adquirir os combustíveis das distribuidoras. Por esse motivo, a velocidade e a dimensão dos aumentos nas bombas dependem diretamente das decisões tomadas pelas empresas que operam na etapa de distribuição.
A entidade sustenta que existe um padrão recorrente no setor: as distribuidoras costumam agir com grande agilidade para transferir aumentos de preços aos postos, mas são mais lentas quando ocorre o movimento inverso. Segundo a Paranapetro, quando há quedas nos custos, os repasses demoram mais tempo para ocorrer ou não são realizados integralmente.
Diante desse cenário, a entidade afirma que os postos não podem ser responsabilizados pela rapidez com que os aumentos aparecem para o consumidor. Para a Paranapetro, o problema está na dinâmica do mercado de distribuição, que concentra a definição de preços e determina o ritmo dos repasses.
A organização reforça que vem alertando para essa situação de forma recorrente e sustenta que a estrutura do mercado permite que aumentos cheguem rapidamente às bombas, enquanto as reduções demoram mais para beneficiar o consumidor final.



