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06/06/2026

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PF: Porto de Paranaguá era usado para enviar cocaína em cargas de congelados ao exterior

20/03/2025
porto

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação Iceberg, que investiga um esquema de tráfico internacional de drogas com ramificações no Paraná. A ação tem como um dos focos o Porto de Paranaguá, utilizado por criminosos para exportar cocaína camuflada em cargas de alimentos congelados.

Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão em três estados: Paraná, Santa Catarina e São Paulo. No Paraná, as diligências ocorrem em Curitiba e Paranaguá. A Justiça Federal também determinou o sequestro de veículos, imóveis e o bloqueio de contas bancárias de 17 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema, que inclui operadores financeiros e financiadores do tráfico.

A investigação começou após a apreensão de três remessas de cocaína, em dezembro de 2022, nos portos de países africanos como Líbia, Libéria e Serra Leoa. A droga estava escondida em contêineres de frango congelado exportados a partir do Porto de Itapoá (SC), por meio de uma empresa de logística catarinense.

Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso se infiltrava em empresas de logística com acesso a informações sigilosas sobre cargas e rotas marítimas. De Santa Catarina, a quadrilha estendeu sua atuação para o Paraná, cooptando funcionários de companhias que operavam no Porto de Paranaguá. Assim, os criminosos conseguiam inserir a cocaína em contêineres sem o conhecimento das empresas exportadoras e importadoras legítimas.

A operação também revelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. O núcleo financeiro da quadrilha movimentou cerca de R$ 450 milhões entre 2022 e 2024, utilizando empresas de fachada para repassar pagamentos aos envolvidos.

As atividades criminosas causaram prejuízos milionários ao comércio internacional, incluindo o rompimento de contratos comerciais com países africanos. A PF destacou que dois empresários da Líbia, que receberam uma carga contaminada sem saber, chegaram a ser presos e corriam o risco de pena de prisão perpétua, sendo libertados somente após intervenção das autoridades brasileiras.

A Polícia Federal segue investigando o caso para apurar o envolvimento de outros suspeitos e reforçar a segurança nos principais portos da região Sul, com atenção especial ao Porto de Paranaguá, uma das principais rotas de exportação do país.

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