Becky, viúva, e Abe, solteiro, estavam namorando. Depois de algum tempo, finalmente Becky convidou Abe para o quarto dela. À medida que iam se despindo, Becky deu uma espiada em Abe e disse, apontando para suas partes íntimas:
– Vos is dos(1)? Uma ‘coisiquinha’? Oh, não! Desculpe, Abe! Pequeno demais! Não… desculpe, não vai dar certo!
E o despachou rapidamente para fora de casa.
Abe ficou arrasado! Ele achava que finalmente tinha encontrado sua beshert(2). Saindo de lá, passou na casa do amigo Morty e contou sua desgraça.
Morty, condoído da situação do amigo, disse:
– Tenho um cara para você! Dizem que ele conhece todos os segredos da Cabala, do Kama Sutra, essas coisas todas! Aposto que ele pode te ajudar.
E anotou um endereço, que passou ao amigo.
No dia seguinte, Abe encontrou um prédio muito antigo no Lower East Side e subiu seis andares até um escritório.
Sentado à mesa estava um homem de longa barba grisalha, folheando um texto antigo.
– Sente, sente!, disse o Rebe(3), puxando uma cadeira. Conte-me seu problema, talvez eu possa ajudar… vamos ver… nunca se sabe.
Abe relatou os acontecimentos da noite anterior.
– Ahhh!, murmurou o idoso, passando a mão na barba. Ele observou Abe por um momento, abriu a gaveta da mesa e tirou um pequeno frasco.
– Eu mesmo faço isso, disse ele. Contém ervas antigas, encontradas apenas nas colinas de Israel! É muito, muito potente! Você vai pingar uma gota deste frasco em um copo de vinho Manischewitz Málaga. Mas veja bem: só serve Málaga. Entendeu?
Abe acenou que sim.
– Na lua cheia, continuou o Rebe, você vai ao túmulo do Rebe de Lubavitch(4). Quando o relógio marcar meia-noite e a lua estiver alta, você vai beber o vinho. Faça isso três vezes, sempre na lua cheia. Entendeu, Abie? Só uma gota por mês!
Abe concordou e saiu, segurando o frasco com todo cuidado.
Sabendo que, na noite seguinte, já seria lua cheia, Abe foi ao empório de comidas judaicas e comprou o vinho recomendado. No final da tarde, cuidadosamente, pingou uma gota do frasco em um copo de Málaga e foi ao túmulo. Tremendo no ar frio da noite, esperou até a lua estar bem alta.
Meia-noite!
Ele virou o copo e sentiu uma agitação. Correu para casa para conferir. Já estava maior! Ficou radiante!
Abe mal conseguiu esperar até o mês seguinte e, lá estava ele novamente, no túmulo, pronto. A lua começou a subir e, como na vez anterior, ele preparou o copo de vinho com uma gota do frasco.
A lua estava alta. Ele olhou o relógio.
Meia-noite!
Bebeu metade do vinho e sentiu ainda mais movimento do que na vez anterior. Não aguentou esperar. Pingou outra gota no copo e bebeu tudo!
Meu D’us!
Ele sentiu “aquilo” crescer. Largou o copo e correu para a casa da Becky!
Já sentia batendo na coxa… agora chegou ao joelho! Baruch HaShem(5)! Está quase na panturrilha!
Ele bateu à porta, empolgado, gritando:
– Becky! Becky! Venha ver! Rápido!
Becky abriu a porta, viu o que estava aparecendo por baixo da barra da calça do Abe e o puxou para o quarto!
Ela arrancou a própria roupa, abaixou as calças dele e montou em cima. Aquilo continuou crescendo, enquanto ela era levantada cada vez mais alto sobre ele!
Nesse momento, Becky gritou, chamando a filha:
– Rifka! Rifka! Traga um machado! Traga um machado!
Rifka entrou correndo no quarto, brandindo o machado:
– Oy! Vey is mir(6), mamãe! Quer que eu corte isso aí?!
– Não, querida!, gritou Becky. Só faça um buraco no teto e dê um beijo de despedida na sua mãe!
Uma Pérola da Sabedoria Judaica
“Eu te peço, ó Criador do mundo, não me eleves ao céu, mas também não me roles ao inferno”.
Frases dos Melhores Humoristas Judeus
– É uma pena que todas as pessoas que sabem como dirigir nosso país estejam ocupadas dirigindo táxi e cortando cabelo.
George Burns (Nathan Birnbaum – Nova York, 20/1/1896 – Beverly Hills, 9/3/1996)
As Terríveis Pragas Judaicas
– Que todo o mal que eu desejo para ele se torne realidade, na maior parte, ou mesmo pela metade, ou nem que seja apenas 10%.
(1) Vos is dos – ‘o que é isso’ – em iídiche
(2) Beshert – ‘alma-gêmea’ – em iídiche
(3) Rebe – ‘Rabino’
(4) Rebe de Lubavitch – Rabino Menachem Mendel Schneerson (1902–1994), foi um dos maiores líderes judaicos do século XX. Visionário, erudito e profundamente humano, transformou o movimento Chabad-Lubavitch em uma rede global dedicada à educação, à espiritualidade e à responsabilidade pelo próximo. Ele foi o sétimo e último líder do movimento judaico Chabad-Lubavitch, conhecido por revitalizar o judaísmo e expandir suas atividades educacionais e de caridade globalmente, tornando-se um dos maiores líderes judeus da modernidade. Ele defendia que cada judeu – e cada ser humano – tem uma missão única no mundo e que pequenas ações de bem podem transformar a realidade inteira.
(5) Baruch HaShem – expressão em hebraico que significa literalmente “Bendito seja o Nome”. É usada no dia a dia como forma de agradecimento ou alívio, equivalente a “Graças a D’us”.
(6) Oy! Vey is mir – expressão em iídiche que transmite aflição, espanto ou desespero. Pode ser traduzida livremente como “Ai de mim!”, “Meu D’us!” ou “Que desgraça!”, dependendo do contexto.
(Imagem gerada por I.A.)
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