ANO IV

17/06/2026

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SAÚDE

Por que o protetor labial deve fazer parte da rotina de cuidados?

17/06/2026

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Passar protetor solar no rosto antes de sair de casa já faz parte da rotina de muitas pessoas. O mesmo cuidado, porém, nem sempre é estendido à boca. Proteger essa região também é importante e pode ajudar a prevenir o câncer de lábio.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 10,9 mil novos casos da doença no Brasil em 2026. A maior concentração está prevista para a região Sudeste, com 5.650 ocorrências, seguida pelo Nordeste, com 2.380 casos.

Diferentemente de outros tumores na região da boca que têm como fatores de risco o tabagismo, o consumo de álcool e a infecção pelo HPV, o câncer de lábio está fortemente associado à exposição solar crônica, daí a importância da proteção.

Por isso, na hora de escolher um protetor labial, é importante observar mais do que apenas a promessa de hidratação.

Segundo Yuri Kalinin, secretário da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), o produto deve oferecer proteção contra os raios UVA e UVB e ter fator de proteção solar (FPS) acima de 30. A boa fixação nos lábios é um diferencial, já que ajuda a manter a proteção por mais tempo ao longo do dia.

Além disso, é importante um cuidado contínuo, já que os raios UVA e UVB continuam presentes mesmo quando o sol não aparece com intensidade. “A orientação é usar mesmo em dia nublado”, diz Kalinin.

Outra medida é evitar a exposição solar entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios ultravioleta, e utilizar barreiras físicas, como chapéus e bonés, em momentos de exposição direta.

Sinais de alerta

Entre os principais sinais de alerta do câncer de lábio estão manchas brancas ou avermelhadas nos lábios, endurecimento da região, feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, formação de crostas persistentes e episódios de sangramento. Nesses casos, a recomendação é procurar um dentista ou médico para avaliação.

O diagnóstico definitivo é feito por meio de biópsia, exame que analisa uma pequena amostra da lesão em laboratório, e o tratamento varia de acordo com o tamanho e o estágio do tumor.

Embora estejam aptos a identificar lesões suspeitas e até confirmar o diagnóstico por meio de exames, os dentistas não podem prescrever o tratamento. Este é definido pelo oncologista e pelo cirurgião de cabeça e pescoço e pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Se não tratada, a doença pode trazer impactos significativos, como afetar a fala e a mastigação, e evoluir para metástase.

Quando diagnosticado precocemente, porém, o câncer de lábio apresenta altas taxas de sucesso terapêutico. Segundo Kalinin, dados internacionais apontam sobrevida superior a 95% após cinco anos do tratamento, reforçando a importância do reconhecimento precoce dos sinais da doença.

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