O projeto Engenhoka, iniciativa do Ministério da Cultura realizada pelo Instituto Burburinho Cultural via Lei de Incentivo à Cultura, chegou neste ano a cerca de 420 estudantes do ensino fundamental em escolas públicas de todo o país. Entre eles, 60 são do Paraná, único estado com uma escola selecionada para participar da edição.
O Colégio Estadual Integral Homero Baptista de Barros, em Curitiba, recebeu um estúdio maker completo, com impressoras 3D, tablets e kit de iluminação em LED. Desde agosto, o espaço integra a parte diversificada do ensino integral e tem sido usado principalmente nas aulas de Robótica e Programação.
A proposta do Engenhoka é incentivar a experimentação criativa e o uso lúdico da tecnologia. “A ênfase era praticar, explorar e se divertir enquanto se aplicavam conceitos de programação e prototipagem digital”, explica o diretor da escola Valdemar Busanello.
Criação na prática
As turmas do 7º ano participaram de encontros semanais e, em revezamento, trabalharam no desafio da “Corrida Maluca de Autônomos”. Usando materiais reaproveitados, como papelão e MDF, os alunos projetaram e montaram criaturas articuladas, como coelhos e dinossauros.
Segundo Busanello, o domínio das tecnologias ficou evidente. A escola já tinha tradição em robótica e programação, o que facilitou a criação de protótipos mais ousados. “Os estudantes avançassem com segurança e transformassem ideias em projetos concretos”, afirma.
O aprendizado e o destaque
Entre os trabalhos, chamou atenção o autômato criado por Lavínia Knupp, 14 anos. Sem saber por onde começar, ela decidiu construir um caracol. Depois de muitas tentativas, ajustes no casco e experimentações com olhos e movimentos, nasceu o “Gary 2.0”, inspirado no personagem de Bob Esponja. Movido por pilha e motor, o caracol foi um dos destaques da Corrida Maluca.
A experiência fez Lavínia se aproximar ainda mais da área. “Eu já tinha interesse por tecnologia antes, mas com as oficinas eu comecei a gostar de robótica”, conta.
Robótica e Programação
No Paraná, mais de 160 mil estudantes têm acesso à robótica na rede estadual desde 2022. A atividade curricular de programação atende cerca de 500 mil alunos, somando mais de 1 milhão de atividades realizadas.
Para 2025, o Estado anunciou a modernização do parque tecnológico das escolas, com a aquisição de 42.195 Chromebooks, 16.160 desktops, 25.040 tablets, 57.741 headsets, 1.476 telas interativas, 900 impressoras e 647 projetores. O investimento ultrapassa R$187 milhões e beneficia mais de 840 mil estudantes em 1.903.
Foto: Projeto Engenhoka



