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13/06/2026

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Quatro técnicos depois, Brasil estreia na Copa de 2026 com a base de 2022

13/06/2026

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Em 24 de novembro de 2022, a seleção brasileira, com Tite no banco de reservas, estreou na Copa do Mundo do Catar vencendo a Sérvia por 2 a 0. A escalação dos titulares foi: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro e Lucas Paquetá; Vinicius Júnior, Raphinha, Richarlison e Neymar.

Oito desses jogadores podem ser titulares de Carlo Ancelotti neste sábado, dia 13, contra Marrocos, na estreia no Mundial de 2026, no MetLife Stadium, em East Rutherford. Em um ciclo entre Copas tumultuado, no qual a seleção teve quatro treinadores, a renovação que parecia inevitável com nomes como Endrick (que está no grupo) e Estêvão (machucado, fora da Copa) acabou não se concretizando.

“Somos um time experiente, com jogadores com Copas no currículo. Acho que isso é importante. E temos jovens chegando também. Acredito que há um equilíbrio”, disse o atacante Raphinha em entrevista coletiva no início da semana.

O time projetado por Ancelotti para entrar em campo neste sábado tem a defesa quase toda igual à que estreou no Catar. Alisson, apesar de uma temporada inconstante, segue no gol, enquanto Marquinhos permanece como zagueiro e capitão. As laterais foram um drama nos últimos anos.

Pela direita, Carletto projetava improvisar o zagueiro Éder Militão, que se machucou e nem foi convocado. Wesley ganhou a posição, mas também se lesionou no amistoso contra o Egito, o último antes da Copa, e foi cortado da delegação. Para o lugar de Wesley na lista de 26 jogadores, o treinador optou por chamar um volante, Ederson, e deixou o veterano Danilo e o zagueiro Ibañez como opções para a função na ala. Danilo é o favorito para começar jogando.

Na esquerda, em um ciclo no qual vários jogadores foram testados, Alex Sandro, também experiente, parece ter vencido a concorrência de Douglas Santos. Há uma preocupação do treinador em manter um sistema defensivo forte, por isso os dois laterais devem atuar mais recuados.

No meio de campo, Casemiro foi resgatado por Ancelotti depois de não aparecer nas convocações dos antecessores Fernando Diniz e Dorival Júnior. O interino Ramon Menezes chegou a chamar o volante na primeira lista pós-Catar. Casemiro é um jogador de confiança do técnico, a quem, inclusive, Ancelotti recorre para tirar dúvidas sobre posicionamento de atletas e ambiente de grupo.

“Temos uma geração de jogadores importantes, que se mantém na seleção. Acho que podemos fazer uma grande Copa do Mundo”, disse Casemiro em entrevista concedida ainda no início da preparação, em Teresópolis (RJ).

Lucas Paquetá teve altos e baixos, voltou ao Flamengo e foi convocado por oferecer uma característica única neste elenco: a de meia armador. Ao que parece, Ancelotti entendeu que precisa de um meio de campo mais forte, além de Casemiro e Bruno Guimarães, este a principal novidade em relação ao time de 2022.

O ataque mantém a dupla Vini Jr. e Raphinha, considerados dois dos melhores jogadores da atualidade, e inclui Matheus Cunha, atleta que não tem as características de um centroavante clássico, como Richarlison tinha em 2022. Além disso, ele também desempenha uma função mais recuada, próxima ao meio de campo, dando liberdade para Vini se infiltrar como atacante mais avançado.

Dos três jogadores que deixaram o time que iniciou a campanha de 2022, Thiago Silva e Richarlison chegaram a integrar a pré-lista de 55 nomes enviada à Fifa. Já Neymar está entre os 26 convocados, mas se recupera de uma lesão na panturrilha direita. Ele ainda não treinou no campo desde a apresentação do grupo, em 27 de maio, e a previsão mais otimista é que possa estar disponível para enfrentar o Haiti, na Filadélfia, na segunda partida da Copa, em 19 de junho.

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