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O brasileiro já compra carro pensando em vender. É por isso, por exemplo, que o País segue em meio à uma frota grisalha, dominada por carros de cores preta, prata e branca. Cadê aqueles amarelos, azuis, verdes e vermelhos, que enchiam as ruas de alegria? Praticamente não existem mais. Isso tudo porque cor forte desvaloriza o veículo e, como a maioria das pessoas não quer perder dinheiro – por menor que seja o montante -, acaba abrindo mão do gosto pessoal.
Essa desvalorização (inevitável assim que se cruza a porta da concessionária, diga-se) pode ser pequena ou não. Chega até mesmo a casos em que o carro pode encalhar por conta do tom da carroceria. São justamente as cores neutras que melhoram o fluxo do veículo no mercado de seminovos, porque costumam ter maior liquidez. Enquanto isso, tons muito chamativos tendem a encontrar menos compradores.
“A cor vai além da questão de estilo, mas no momento da revenda ela se transforma em um fator de negociação. Opções mais neutras são mais procuradas e isso impacta diretamente no valor final”, explica Ycaro Martins, CEO e sócio-fundador da Vaapty, empresa que intermedia vendas de veículos.
Além da cor
Outros fatores podem aumentar a depreciação de um veículo consideravelmente, caso o proprietário não tome alguns cuidados. A quilometragem segue como um dos principais critérios de avaliação. Um carro rodado demais pode perder até 20% do valor de revenda em comparação a modelos semelhantes com baixa quilometragem. De qualquer forma, atenção redobrada, pois há uma infinidade de golpistas que alteram o hodômetro do veículo, na tentativa de ludibriar o consumidor.
Além de estofamento e painel, as condições da lataria também são pontos de extrema sensibilidade que podem influenciar no valor de mercado. Portanto, antes de vender, esteja ciente de que o seu carro está com a pintura impecável e livre de ferrugem, amassados ou riscos. Para quem vai comprar, pedir o histórico de batidas é essencial.
“Carros com revisões feitas em concessionária costumam valer mais. Já os automóveis que passaram por manutenções mal feitas ou possuem peças não originais, podem desvalorizar mais”, alerta Martins.
Até modelo e marca podem fazer a diferença
Dentre as razões de o Volkswagen Gol, mesmo anos depois de sair de linha, ainda continuar como o usado mais vendido do mercado, estão o custo benefício, bem como a facilidade de manutenção e de encontrar peças. Isso prova que modelo e marca também pesam. Afinal, veículos fora de linha (que não sejam clássicos) ou que tenham passado por baixa aceitação do público, costumam perder valor mais rápido.
Para quem quer vender o carro e não perder muito dinheiro, vale investir em alguns procedimentos. Polimento, vetrificação ou até mesmo repintura podem ser uma boa. Fazer reviões em concessionárias e não modificar o carro radicalmente (como rebaixar, aumentar o aro das rodas e colocar som de altíssima potência, por exemplo) fazem toda a diferença no momento de revender. Claro, se fez melhoria no carro, apele para a pechincha. Mas, se você não é daqueles que compram carro pensando em revender, escolha o modelo na cor que quiser, e boa compra.



