Todo o universo do futebol está com olhos voltados para a Copa do Mundo por esses dias. Errado não está. É o evento que mexe com sentimentos diferentes dos que se nutrem pelos clubes. Sai a paixão e entra o patriotismo. Sua incidência, de 4 em 4 anos apenas, fomenta essa situação.
Mas nós aqui sempre focamos em dinheiro, em negócios que giram em torno do futebol. Sempre será nosso foco. Com números fechados, daremos uma opinião bem esmiuçada sobre a Copa. Até lá pode-se pecar por sub ou superdimensionamento do negócio.
Falando de nossos clubes, que terão novamente nossas atenções logo após dia 19 de julho (final da copa), vamos mostrar os faturamentos que foram expressos nos balanços de 2025. E todos nós aqui sabemos o quanto a equação, dinheiro x competência na utilização = resultado em campo, deveria ser direta.
O exercício de hoje é divertido. Fácil de se praticar. E bastante esclarecedor ao final do ano. Um a um os faturamentos serão expostos e, com eles, vem o poderio de investimento que cada um dos clubes da série A possui. Imaginando que as competências sejam iguais entre os dirigentes (os chamados cartolas), é razoável dizer que essa deveria ser a classificação final (ou muito próxima) do campeonato.
Mas aí é que se encontra o X da questão. As competências, as virtudes, os desafios de anos anteriores pesando na folha atual, os egos, a política interna, a localização geográfica, o regime em que o time se encontra hoje (se clube associativo ou SAF), interferem diretamente no processo.
O dinheiro, obviamente, influencia na classificação final. É balizador e limitador. Mas todos os outros fatores acima também ditam o rumo do processo.
Flamengo (1,97 bilhão); Palmeiras (1,60 bilhão); Botafogo (1,37 bilhão); Fluminense (1,02 bilhão); São Paulo (998 milhões); Corinthians (987 milhões); Cruzeiro (716 milhões); Internacional (685 milhões); Atlético (670 milhões); Bragantino (640 milhões); Santos (592 milhões); Vasco (570 milhões); Bahia (562 milhões); Grêmio (509 milhões); CAP (507 milhões); Vitória (253 milhões); Coritiba (226 milhões); Mirassol (183 milhões); Chapecoense (85 milhões); Remo (83 milhões).
O mundial de clubes do ano passado inflou o faturamento de algumas equipes. Isso é fato. Mas entendo que isso deva ter sido bom para adequação de eventuais problemas de caixa que, porventura, tivessem. Não é ruim ter mais (muito mais) dinheiro para poder trabalhar.
Final do ano prometo trazer aqui o “ranking da competência”, mostrando quem usou melhor os recursos. E aí poderemos saber se toda a engrenagem dos clubes está ou não está rodando bem.
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