A primeira parcela do 13º salário, paga até 30 de novembro, é um reforço importante no orçamento de milhões de brasileiro. Em 2024, cerca de 92,2 milhões de trabalhadores receberam o benefício, com valor médio de R$3.096,78, segundo o Dieese. Mas, para que essa renda extra não se transforme em problema no início de 2025, o planejamento é essencial.
Renato Sarreta, sócio e líder regional da XP do Sul, destaca que o 13º deve ser encarado como uma oportunidade de colocar as contas em ordem e organizar o ano seguinte. “Ter uma visão completa do seu orçamento é fundamental para tomar as melhores decisões. Quando essa análise é feita com calma e antecedência, sem o calor da emoção, ela certamente será mais assertiva. Então, o indicado é já começar agora”, sugere.
A recomendação inicial é listar todas as despesas de fim de ano, como presentes, viagens, roupas, confraternizações, e também aquelas que chegam em janeiro, como IPVA, IPTU, material escolar, matrícula e férias. Segundo Sarreta, o erro mais comum é perder o controle com contas parceladas.
“É muito importante ter esse olhar voltado para o futuro para não se ‘iludir’ com o cenário de incremento da renda e se perder com as compras parceladas, que ficarão para os meses seguintes. Em seguida, determine quanto você pode gastar, além das despesas já assumidas com cada um desses itens e deixe isso registrado e à vista para seu acompanhamento”, afirma.
Na hora de usar o dinheiro, o especialista sugere avaliar qual forma de pagamento faz mais sentido. O cartão de crédito pode ser útil para compras do dia a dia, desde que o limite esteja alinhado com a renda. Já pagamentos à vista podem garantir bons descontos em itens mais caros. Ele lembra também da importância de comparar taxas de financiamento com o retorno de investimentos. Hoje, há opções de investimento para todos os bolsos e objetivos”, orienta.
Para quem está com as finanças em ordem e pretende investir o 13º, Sarreta recomenda buscar orientação profissional. Um assessor pode ajudar a organizar o planejamento financeiro com base no perfil e nos objetivos de cada pessoa.
E na reserva de emergência, o indicado é optar por investimentos conservadores, de baixo risco e liquidez diária, como CDBs, Tesouro Selic e fundos de renda fixa. Se houver mais recursos disponíveis, vale diversificar. “A diversificação é sempre o melhor caminho, pois garante a previsibilidade dos rendimentos pré-fixados e protege o patrimônio de oscilações do mercado”, reforça o especialista.
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