ANO IV

14/07/2026

HojePR

RELEMBRE

Sony Music relança álbuns de Gal Costa em comemoração aos 80 anos da cantora

26/09/2025
gal costa

Nesta sexta-feira (26), data em que Gal Costa completaria 80 anos, a Sony Music disponibilizou nas plataformas digitais os álbuns “Lua de Mel Como o Diabo Gosta” (1987) e “Gal” (1992). Os relançamentos fazem parte de um projeto de catálogo em homenagem à cantora, que morreu em novembro de 2022.

Além das versões digitais, o álbum “Estratosférica” (2015) ganha uma edição deluxe em vinil duplo, celebrando os 10 anos de seu lançamento. No dia 3 de outubro, será a vez de “Bem Bom” (1985) entrar para os catálogos de streaming.

Os lançamentos integram uma série de ações que marcam os 80 anos de nascimento de Gal Costa, incluindo também a digitalização de compactos lançados originalmente em vinil.

A cantora iniciou sua trajetória na gravadora BMG, atual Sony Music, em 1984, com o álbum “Profana”, que já está disponível nas plataformas. O disco marcou uma fase mais voltada ao pop em sua carreira e trouxe sucessos como “Nada Mais (Lately)” e “Chuva de Prata”, além de canções compostas por nomes como Djavan e Caetano Veloso.

Gal Costa é considerada uma das artistas mais importantes da música brasileira e tem sua discografia amplamente revisitada em ações comemorativas promovidas pelas gravadoras com as quais trabalhou.

BEM BOM (1985)
Sucessor de Profana, Bem Bom deu continuidade à escalada de Gal nas paradas de sucesso. Este álbum, agora em todas as plataformas de música, foi um estouro de vendas, sustentado sobretudo por dois duetos que se tornariam clássicos.

O primeiro trazia Gal e Caetano Veloso dividindo os vocais em “Sorte”, canção inédita de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos. A química entre os dois intérpretes foi tamanha que muita gente ainda acredita que “Sorte” seja uma composição do próprio Caetano. Mas o grande hit do álbum – e o maior de toda a carreira de Gal Costa – é “Um Dia de Domingo”, balada escrita pela dupla de hitmakers Michael Sullivan e Paulo Massadas. Dividida com Tim Maia, a música extrapolou fronteiras e levou Gal à Europa e à América Latina, fortalecendo sua carreira internacional.

Diretor do antológico espetáculo Fa-tal – Gal a Todo Vapor (1971), Waly Salomão voltou para perto da cantora em 1985 e assinou a direção artística de Bem Bom, ao lado do produtor Miguel Plopschi. O olhar antenado de Waly trouxe para o álbum alguns dos artistas mais relevantes da cena musical de então, como Arrigo Barnabé (que assina a faixa-título com Eduardo Gudin e Carlos Rennó) e a dupla Marina Lima e Antonio Cicero (autores de “Acende o Crepúsculo”, inspirada na boate mais descolada do Rio de Janeiro naquele período, a Crepúsculo de Cubatão).

Nomes constantes na discografia de Gal, Djavan comparece aqui com a inédita “Romance”, e Gonzaguinha, com “Muito por Demais”. Waly escreveu a letra de “De Volta ao Futuro”, musicada pelo tecladista Ricardo Cristaldi. Composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, “Musa de Qualquer Estação” também foi feita especialmente para a voz da cantora. A faixa soava como uma atualização de “Meu Nome É Gal”, outro clássico que Roberto e Erasmo escreveram para ela em 1969.

LUA DE MEL COMO O DIABO GOSTA (1987)
É o álbum que os fãs de Gal Costa mais pediam que entrasse nas plataformas digitais. Embora nenhuma faixa tenha se tornado tão popular, algumas tiveram relevância no período de lançamento. “Me Faz Bem”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, entrou na trilha sonora da novela Fera Radical, como tema da personagem de Carla Camurati. “Viver e Reviver”, versão em português escrita por Fausto Nilo para “Here, There and Everywhere”, dos Beatles, também teve bom desempenho nas rádios e toca até hoje.

Mas o maior hit do álbum é a faixa-título, regravação de um sucesso de Lulu Santos lançado pelo autor três anos antes. Lulu, aliás, é o compositor mais presente no disco. Também são dele “Creio” e a faixa de abertura, “Arara” – escrita para a apresentadora Xuxa Meneghel, mas lançada por Gal. Entre as inéditas enviadas por amigos próximos, destacam-se “O Vento”, de Djavan e Ronaldo Bastos, e “Tenda”, de Caetano Veloso. Joyce Moreno, até então nunca gravada por Gal, entregou a belíssima “Todos os Instrumentos”.

GAL (1992)
Entre Lua de Mel Como o Diabo Gosta e Gal (1992), outro título que chega agora às plataformas digitais, Gal lançou Plural (1991), de novo sob a direção de Waly Salomão. É importante apontar essa relação, pois muito do repertório de Gal já estava presente no roteiro do show Plural. O espetáculo era dividido em três momentos: um com repertório mais habitual da cantora, outro de voz e violão em que ela interpretava clássicos da música brasileira, e um terceiro em que dava voz aos compositores do samba-reggae, florescente no início da década.

Embora não tenha sido dirigido por Waly, o álbum Gal aposta nessas duas últimas vertentes. O grupo de percussão Raízes do Pelô, que acompanhara Gal na turnê anterior, compareceu também em estúdio com “Revolta Olodum”. Os Filhos de Gandhi fizeram a base rítmica de “É d’Oxum”, de Gerônimo. Figura importante no Gantois, o mais conhecido terreiro de candomblé da Bahia, a percussionista Monica Millet fez os arranjos para “Saudação aos Povos Africanos”, de Mãe Menininha do Gantois. Do outro lado, o violonista Marco Pereira acompanhava Gal, solo ou com banda, em faixas “da antiga”, como “Cordas de Aço” (Cartola), “Feitio de Oração” (Vadico e Noel Rosa), “Coisas Nossas” (Noel Rosa) e “Rumba de Jacarepaguá” (Haroldo Barbosa). Há ainda um clássico de Cole Porter, “The Laziest Gal in Town” (traduzido livremente como “A garota mais preguiçosa da cidade”). Também do show Plural, veio para o álbum de estúdio uma versão apoteótica de “Tropicália”, de Caetano Veloso, em arranjo de Cristóvão Bastos.

COMPACTOS E NOVELAS
As comemorações continuam em 17 de outubro, Dia da MPB e data do último capítulo de Vale Tudo. Nessa ocasião, a Sony Music lança a versão remixada de “Brasil”, tema de abertura da novela.

No mesmo dia, chegam também o primeiro compacto de Gal Costa, lançado em 1965 ainda como Maria da Graça, com “Eu Vim da Bahia” (Gilberto Gil) e “Sim, Foi Você” (Caetano Veloso), marco inicial de seus 60 anos de carreira.

Será disponibilizado ainda o compacto 70 Neles (1986), dedicado à Copa do Mundo daquele ano, com arranjos de Lincoln Olivetti (lado A) e Eduardo Souto Neto (lado B).

Completa o pacote a rara gravação de “Jovens Tardes de Domingo” (Roberto e Erasmo Carlos), com arranjo de Eumir Deodato, registrada em 1997 e disponível apenas na trilha da novela Zazá, onde foi tema da personagem principal de Fernanda Montenegro.

ESTRATOSFÉRICA (2015)
Mas as comemorações dos 80 anos de Gal Costa não se restringem às plataformas de música. Completando 10 anos, o álbum Estratosférica ganha uma edição deluxe, graças uma parceria da Sony Music com o Noize Record Club. Além das canções já presentes na primeira edição em LP, a nova prensagem – desta vez, em vinil duplo – inclui mais três faixas: “Vou Buscar Você pra Mim”, de Guilherme Arantes, “Muita Sorte”, de Lincoln Olivetti e Rogê, e “Átimo de Som”, de Zé Miguel Wisnik e Arnaldo Antunes.

Idealizado por Marcus Preto e produzido por Kassin e Moreno Veloso, Estratosférica fez o cruzamento de diferentes gerações de compositores, trazendo, por exemplo, as primeiras parcerias entre Milton Nascimento e Criolo (“Dez Anjos”) e entre Caetano e o filho Zeca Veloso (“Você me Deu”). Há também canções escritas especialmente para Gal por nomes como Marisa Monte, Marcelo Camelo, Tom Zé, Céu, João Donato e Mallu Magalhães – autora do grande hit do álbum, “Quando Você Olha pra Ela”.

A pré-venda da edição deluxe de Estratosférica abre também nesta sexta-feira, 26 de setembro, dia do aniversário da cantora, no site do Noize Record Club.

Foto: Divulgação

Leia outras notícias no HojePR.
• Siga o HojePR no Instagram.