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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (23). Segundo Trump, Lula parece “um homem muito agradável” e, no breve encontro que tiveram entre os discursos da Assembleia, houve uma “química excelente” entre os dois, o que representa um bom sinal para as negociações entre os dois países.
“Ele me parece um homem muito agradável. Ele gostou de mim, eu gostei dele. E eu só faço negócio com pessoas que eu gosto. Quando eu não gosto, eu não gosto. Mas tivemos ao menos 39 segundos de química excelente. Esse é um bom sinal”, disse Trump sobre Lula. Segundo o americano, haverá um encontro com o presidente brasileiro na semana que vem.
Por outro lado, Trump criticou a gestão do petista. Segundo o presidente americano, o Brasil está enfrentando sanções dos Estados Unidos em razão de “esforços sem precedentes de interferir nos direitos e liberdades de cidadãos americanos”. Para Trump, esse propósito contou com a ajuda de administrações anteriores dos Estados Unidos, em especial a de Joe Biden.
Além disso, Trump insistiu na tese de que as taxas adicionais a produtos do Brasil visam corrigir distorções tarifárias contra a economia dos Estados Unidos.
Além das tarifas adicionais, o governo dos Estados Unidos revogou o visto de autoridades brasileiras e aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane.
Durante seu discurso, Lula afirmou que “atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra” no mundo. Embora tenha criticado diretamente as ações de Trump, o brasileiro não citou o nome do presidente dos Estados Unidos no discurso.
Lula declarou que a soberania brasileira é “inegociável”, e que a ingerência de uma nação estrangeira em assuntos internos do País é “inaceitável”.
“Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, afirmou Lula. “Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil.



