Produtores rurais de diversas regiões do Paraná têm manifestado crescente insatisfação com a qualidade do fornecimento de energia elétrica da Copel. Segundo relatos colhidos em propriedades de pequeno, médio e grande porte, bastam chuvas moderadas para que ocorram interrupções prolongadas, muitas vezes de vários dias, no abastecimento, afetando diretamente a rotina e a produtividade no campo.
Em aviários, a queda de energia compromete sistemas de ventilação e climatização, colocando em risco aves sensíveis à variação térmica. Já em áreas mecanizadas, máquinas que funcionam à energia elétrica permanecem paradas até o restabelecimento da rede, atrasando operações essenciais.
A falta de energia também derruba sistemas de internet rural, cada vez mais indispensáveis para gestão, monitoramento e comunicação das propriedades.
Os produtores afirmam que a situação se agravou nos últimos meses e associam a piora ao período posterior à privatização da Copel.
Muitos questionam se os novos controladores estariam reduzindo investimentos na manutenção e expansão da infraestrutura elétrica, uma vez que, segundo eles, as falhas se tornaram recorrentes e mais extensas.
Além das interrupções frequentes, criticam a dificuldade em obter informações precisas pelos canais de atendimento ao consumidor. Há relatos de longas esperas, protocolos sem retorno e ausência de previsão clara para a normalização do serviço.
Entre queixas e prejuízos acumulados, cresce no setor rural a percepção de que o atendimento às demandas do campo perdeu eficiência, alimentando dúvidas sobre o compromisso da Copel com as áreas produtivas do estado.



