A situação do senador Sergio Moro fica cada vez mais complicada e sua candidatura ao governo do Paraná já começa a ser chamada de “viúva Porcina”, aquela que foi sem nunca ter sido. É que na reunião que ocorreu nesta terça-feira (9), em Brasília, nada mudou em relação ao que foi decidido nesta segunda-feira (8) em Curitiba. O PP não aceita a candidatura de Moro.
De um lado da mesa, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, reafirmou que vai defender a candidatura de Moro ao Palácio Iguaçu. Do outro, Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, reiterou que vai respeitar a decisão da direção executiva da legenda, que decidiu de forma unânime não homologar a candidatura de Moro.
Dessa forma, se nada mudar nos próximos meses, a Federação União Progressista nâo registrará candidaturas majoritárias no Paraná, concorrendo apenas a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. A Moro restará seguir no Senado.
Fontes do PP ouvidas pelo HojePR ressaltam que o posicionamento político de Moro foi o grande entrave para se chegar a um consenso. Na verdade, a completa ausência de um diálogo político. Segundo essas fontes, Moro não criou um diálogo com o PP. Ao contrário, tentou impôr sua candidatura no grito. “Ele não construiu laços, dificultou as coisas, acabou distante de um apoio dos deputados federais e longe de convencer as lideranças do Progressistas”, disse uma dessas fontes.
Como os dois partidos formaram uma Federação, e não pretendem dissolvê-la para atender o projeto político do senador, sem o apoio do Progressistas não há legenda para Moro disputar a eleição.



