Casos recentes de empresas brasileiras em dificuldade financeira evidenciam a importância da governança corporativa para consolidar os negócios. Situações envolvendo Lojas Americanas, Polishop, Bombril e o Banco Master mostram como falhas na gestão podem afetar resultados e a confiança do mercado.
Em janeiro do ano passado, a Lojas Americanas divulgou inconsistências contábeis de cerca de R$20 bilhões, o que provocou queda nas ações e incerteza entre investidores. A empresa apresentou melhora nos resultados apenas no segundo semestre de 2025, após mudanças na estratégia. Já Polishop e Bombril entraram com pedidos de recuperação judicial em 2024 e 2025.
O Banco Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após investigações indicarem fraude e falta de recursos para honrar compromissos.
Especialistas apontam que, em cenários como esses, os conselhos de administração ganham mais relevância. Além de orientar a estratégia, esses órgãos podem acompanhar mais de perto a gestão e ajudar na revisão de planos.
Entre as funções dos conselhos estão a análise de riscos, o acompanhamento de indicadores financeiros, como caixa e endividamento, e a definição de medidas para enfrentar crises. Também cabe a eles apoiar decisões e cobrar maior transparência na condução dos negócios.
Com isso, a governança corporativa passa a ter papel mais ativo nas empresas, especialmente em momentos de instabilidade econômica.
Foto: Divulgação Polishop



