O quadro de mercado de trabalho apertado não deve ser revertido no curto prazo. A taxa de desemprego continuará em patamares historicamente baixos (entre 5,5% e 6,0%), em linha com a resiliência da atividade doméstica e o recuo da taxa de participação na força de trabalho.
Nesse contexto, a renda do trabalho seguirá em alta. Projetamos que a massa real de rendimentos crescerá 3,8% em 2026, uma desaceleração suave em relação ao ano passado.
A reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) exercerá um papel relevante em 2026. Como a maior parte das isenções e descontos beneficiará indivíduos de baixa e média renda, estimamos um impacto líquido de 0,6 p.p. sobre a taxa de crescimento real da renda das famílias.
As transferências fiscais também devem contribuir de forma significativa, com destaque para os benefícios previdenciários e os pagamentos de BPC/LOAS. O ritmo de diminuição da fila de benefícios segue como uma importante fonte de incerteza.
Tudo considerado, projetamos que a renda real disponível às famílias crescerá 4,5% em 2026, resultado próximo à expansão observada em 2025. Para 2027, nossa projeção indica aumento de 3,0%.
Esses impulsos de renda sustentam nosso cenário-base de aceleração do consumo e do PIB em 2026. Nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026 – atualmente em 1,7% – tem viés de alta.
Leia o relatório completo: Renda-real-das-familias-deve-crescer-45-em-2026-jan26-1



