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A seleção brasileira tenta evitar, nesta quarta-feira (24), a pior campanha em uma fase de grupos de Copa do Mundo desde 1966, quando terminou em terceiro lugar e foi eliminada após os três primeiros jogos. O confronto contra a Escócia, em Miami, vai definir se o Brasil terminará em primeiro, segundo ou até terceiro no Grupo C. A bola rola às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium.
Desde o fracasso na Inglaterra, a seleção quase sempre encerrou a fase de grupos na liderança de sua chave. Nas 14 edições seguintes, o Brasil só terminou em segundo lugar duas vezes: em 1974 e em 1978.
Para esta quarta-feira, será fundamental vencer os escoceses por uma boa margem de gols, já que a definição da colocação pode ser decidida no saldo. Marrocos, que enfrenta o Haiti, já eliminado, também tem quatro pontos.
No momento, a vantagem é brasileira: saldo de três gols, contra um dos marroquinos. Em caso de derrota, porém, o Brasil pode cair para a terceira colocação e depender de outros resultados para garantir a vaga na fase de 16 avos de final.
A novidade da seleção estará no banco de reservas. Neymar está recuperado de uma lesão na panturrilha e será opção pela primeira vez no torneio. A utilização do camisa 10 no segundo tempo dependerá do andamento da partida.
Existe a preocupação de que, em um jogo mais físico, ele seja alvo de muitas faltas, já que, por suas características, dribla bastante, segura a bola e costuma receber muitas pancadas.
“Estamos todos muito felizes com a volta dele. Voltar a treinar e estar em campo é muito importante. Ele é um cara importantíssimo para a nossa seleção, tem uma grande história aqui e ainda pode nos ajudar muito”, falou o meia Lucas Paquetá.
Raphinha, com uma lesão muscular, está fora da partida. A principal opção é Luiz Henrique, que participou de todo o ciclo com o técnico Carlo Ancelotti. Rayan, que substituiu o atacante do Barcelona contra o Haiti, é outra alternativa. O restante da equipe deve ser o mesma que venceu o Haiti por 3 a 0.
“Não vai ser um jogo fácil. A Escócia tem diversos atletas que atuam na Premier League, talvez a liga mais competitiva do mundo. É preciso manter a atenção o tempo todo”, disse o atacante Gabriel Martinelli, do Arsenal, atual campeão inglês, e que por isso conhece bem os rivais.
Um deles é o atacante Ben Gannon-Doak, jovem estrela de 20 anos que é colega do brasileiro Rayan no Bournemouth. O principal nome na parte ofensiva escocesa é o meia Scott McTominay, revelado pelo Manchester United e que virou ídolo do Napoli. Ele ainda não engrenou neste Mundial.
McTominay foi eleito o 18º melhor jogador do mundo em eleição da Bola de Ouro no ano passado. O capitão Andrew Robertson, lateral-esquerdo ídolo do Liverpool, é outra referência do elenco escocês.
O treinador da Escócia, Steve Clarke, revelou preocupação com Vini Jr, o protagonista brasileiro nesta Copa por enquanto. “É um jogador especial”, definiu.
“Eu era um lateral. Não gostaria de jogar contra um atacante. Ele pode jogar pelo meio. Temos que estar que pode jogar na ponta, no meio. É um jogador top. Se continuar nesse nível, estaremos falando de Vinicius Jr como uma superestrela”, acrescentou o técnico, que manteve segredo sobre a estratégia que utilizará.
A seleção escocesa tem três pontos e precisa no mínimo de um empate na última rodada para ao menos ficar entre os oito melhores terceiros colocados.
ESCÓCIA X BRASIL
- ESCÓCIA: Gunn; Hanley, Hendry e Tierney; Patterson, McTominay, Ferguson, McGinn, Christie e Robertson; Adams. Técnico: Steve Clark.
- BRASIL: Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique (Rayan), Lucas Paquetá, Vini Jr e Matheus Cunha. Técnico: Carlo Ancelotti.
- ÁRBITRO: César Ramos (México).
- HORÁRIO: 19h (de Brasília)
- LOCAL: Hard Rock Stadium, em Miami, EUA.
- TV: CazéTV, Globo, SporTV, GE TV, SBT e N Sports.



