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O Brasil enfrentará a Escócia nesta quarta-feira, e o técnico Carlo Ancelotti utilizará o 15º time titular diferente em 15 jogos à frente da seleção. A partida, válida pelo Grupo C da Copa do Mundo e disputada em Miami, começa às 19h (horário de Brasília).
A lesão muscular de Raphinha, que deve tirá-lo de até três jogos, acabou com a chance de Ancelotti repetir uma escalação pela primeira vez. A possibilidade parecia real após a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti.
Luiz Henrique é o favorito para ser o substituto, em uma formação que jamais atuou junta. Rayan é uma segunda opção que Ancelotti trabalhou nos treinamentos em Nova Jersey e poderia ser uma surpresa, também em escalação inédita.
As lesões explicam as mudanças constantes na equipe, mas representam apenas parte dos motivos. Ancelotti assumiu a seleção há pouco mais de um ano e, mesmo com a Copa em andamento, ainda busca a formação ideal.
A ausência de Raphinha obrigará Ancelotti, por exemplo, a montar uma nova parceria pelo lado direito em pleno andamento da Copa. Danilo e Luiz Henrique ou Rayan, que ainda não atuaram juntos como titulares, terão a missão de ocupar um setor importante da equipe.
“Ideia é manter o que fizemos contra o Haiti, gostei da partida”, disse o treinador na entrevista coletiva antes da partida.
Lucas Paquetá, que até pouco antes da divulgação da lista final da Copa, em 17 de maio, tinha sua presença colocada em dúvida por ter participado pouco do curto ciclo de Ancelotti, acabou convocado e hoje é titular. A mudança está ligada ao novo modelo tático adotado pelo treinador.
Saiu o 4-2-4 e entrou o 4-3-3, esquema defendido por alguns jogadores, como o próprio Paquetá e Bruno Guimarães.
“Para o segundo jogo, a definição foi atuar mais com três jogadores no meio-campo. Foi uma mudança tática que definiu melhor a maneira como nos entendemos em campo. Conseguimos ter superioridade no meio”, disse Lucas Paquetá.
A prova de que Ancelotti ainda não encontrou o time ideal está na posição de camisa 9. Richarlison era o preferido no início do trabalho, mas sequer está na Copa. João Pedro chegou a ter chances, mas foi Matheus Cunha quem virou a opção, com características diferentes das de um centroavante típico, depois perdeu espaço para Igor Thiago e, posteriormente, recuperou a posição.
Casemiro é o homem de confiança de Ancelotti, e as escalações mostram isso. Ele esteve em 13 dos 14 jogos anteriores, ficando de fora apenas da partida contra a Bolívia, pelas Eliminatórias, quando o treinador utilizou uma equipe reserva na altitude boliviana. Marquinhos, outro jogador que certamente teria atuado com frequência, teve ausências provocadas por lesão.
Dos 26 jogadores que estão nos Estados Unidos, 20 já foram utilizados. Os goleiros reservas Ederson e Weverton ainda não entraram em campo, assim como os zagueiros Bremer e Léo Pereira, o lateral Alex Sandro e o atacante Neymar. Recuperado de uma lesão na panturrilha, ele estará no banco de reservas nesta quarta-feira.
Como nunca havia sido convocado por Ancelotti, Neymar ainda não atuou sob o comando do treinador italiano. É possível que ele entre em campo por 15 ou 20 minutos em Miami.
O provável time contra a Escócia tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique (Rayan), Matheus Cunha e Vini Jr.



