Dados oficiais do Senado Federal mostram que o ex-juiz Sergio Moro (PL) é o senador que mais gastou dinheiro público no seu mandato parlamentar entre os três representantes do Paraná desde o início da atual legislatura.
Levantamento realizado com base nos relatórios de Transparência e Prestação de Contas do Senado Federal, referentes aos exercícios de 2023, 2024, 2025 e 2026, mostra que Moro usou R$ 1,65 milhão em recursos públicos relacionados ao exercício do mandato entre fevereiro de 2023 e junho de 2026.
O valor considera gastos da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cotão, além de despesas extras custeadas diretamente pelo Senado, como diárias de viagens oficiais e emissão de passagens aéreas.
O montante supera em mais de R$ 315 mil os R$ 1,33 milhão utilizados por Flávio Arns (PSB) e é mais de quatro vezes superior aos R$ 379,4 mil gastos por Oriovisto Guimarães (PSDB).
Os gastos de Moro representam praticamente metade de todas as despesas realizadas pelos três senadores paranaenses no período analisado. Sozinho, o parlamentar foi responsável por 49% dos R$ 3,37 milhões consumidos pelos representantes do Estado em despesas custeadas pelo Senado.
Na prática, o montante é muito maior, já que não inclui o subsídio mensal pago aos senadores, atualmente fixado em R$ 46.366,19, nem despesas com assessores parlamentares e outros benefícios custeados pela Casa.
R$ 350 mil apenas em viagens
A principal diferença entre Moro e os demais senadores aparece nas despesas relacionadas a viagens e deslocamentos.
Entre 2023 e 2026, Moro utilizou R$ 350,1 mil em passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais custeadas pela cota parlamentar, maior valor entre os representantes do Paraná. Flávio Arns consumiu R$ 321,3 mil na mesma rubrica, enquanto Oriovisto utilizou R$ 85,3 mil.
Moro também lidera com folga os gastos com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis. No período analisado, o senador consumiu R$ 273,4 mil nessas despesas, valor 78% superior aos R$ 153,3 mil registrados por Flávio Arns e quase 150 vezes maior que os R$ 1,8 mil gastos por Oriovisto.


