Era meia-noite.
Você chegou meio tarde com meias palavras.
Estava meio abalada e eu, meio tonto.
Você olhou no meio dos meus olhos, sem querer fixar e desviou, meio que rapidamente.
Sou meio ruim para ler mentes.
Eu meio que rezei, implorei, me ajoelhei, me humilhei até. Foi meio que um erro e, logicamente, você foi meio que indo embora.
Disse um adeus meio baixo.
Eu?
Bom, meio que não acreditei
E me joguei nessa garrafa, que agora está meio vazia de consolo, meio cheia de álcool e a cabeça meio vazia de esperança.
Eu já estava meio cheio de tudo e fui dormir meio sem sono, meio que atrás de um sonho, para ver se tudo era meio mentira.
Quem sabe meias verdades.
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