ANO IV

13/07/2026

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A mulher, o homem, o negro e o canadense: um estudo sociológico

15/04/2026
artemis

Quero deixar claro que não estou entre aqueles que espinafraram a Marina Francischini, apresentadora do estúdio ‘i’ de escola, por dar gênero e cor aos tripulantes da Artemis II.

Eu mesmo, do alto do meu PhD em contabilidade, tive dificuldades em reconhecer quem era quem na foto divulgada pela Nasa (acima). Da esquerda para a direita está o homem, este à esquerda da mulher, seguido da mulher, esta à esquerda do negro, e do negro, este à esquerda do canadense, facilmente identificável pelo sorriso imbecil e pelo gesto de vitória que, segundo me informam, é parte de um bizarro ritual de acasalamento em seu país.

Que foi um tremendo azar da jornalista, não há dúvida. Foi naquele dia que calhou dela substituir a titular do programa da Globonews, Andréa Sadi, que não se escreve com ‘e’ de iscola.

Se a Artemis II não tivesse feito uma viagem tão rápida pelo lado escuro da Lua, Marina poderia muito bem se encarregar daquilo que é seu metiê: jogar papo fora e contar as quentinhas dos ministros Moe, Curly e Larry no STF.

Crítico isento

A notícia da gafe, admito, me caiu no colo. Aposentado e jogadão de cueca no sofá, raramente sou requisitado a fazer crítica de televisão. Mas quando faço, sou isento, de preferência não assistindo ao que vou criticar.

Nas redes sociais, o bicho pegou. A jornalista foi obrigada a cancelar suas contas depois de ser acusada de racismo estrutural, sistêmico e sismográfico. Coisa para balançar os pilares dessa nação orgulhosa de sua mestiçagem ímpar.

Eu mesmo sou daqueles que, enquanto palito os dentes no boteco da esquina, não me furto de contar aquela anedota dos três astronautas – uma mulher, um homem e um negro – que, lá pelas tantas, receberam de Houston a notícia de que um deles teria que ser ejetado da nave para salvar os demais.

‘Muito bem, vamos ser justos e fazer um teste’, disse o chefe da Nasa. Para o negro: ‘Qual a capital dos Estados Unidos?’. ‘Washington’, respondeu ele. ‘Muito bem, agora é a vez do homem. Qual é a população estimada da Terra?’. ‘Oito bilhões de pessoas’, afirmou prontamente. ‘Certo. Agora a mulher. Por favor, nome e endereço de todas elas’.

Felizmente, ela foi sugada por um buraco de minhoca e, como sua profissão era a de jornalista, acabou caindo no RH da Globonews, onde foi imediatamente contratada.

Conta outra

Escrevo essa coluna porque o Peixoto me encomendou e passou o pix. Sério, eu não acredito nessas histórias. Sei que o homem não pisou na Lua em 1969. A pedido da Nasa, as imagens foram gravadas no deserto dos EUA por uma equipe de Hollywood, depois que a missão Apollo deu xabu. A nave era uma maquete de papelão e os astronautas fantoches manipulados por fios.

Na entrevista dos tripulantes da Artemis II, logo depois de seu ‘retorno, fica evidente que o homem é um display, o negro é um holograma, o canadense um canadense e a mulher uma atriz que esqueceu as falas.

Quer saber mais? Artemis, até onde eu sei, é um chinelo de praia que não tem cheiro, não deforma e não solta as tiras. Está faltando imaginação para essa gente.

Em tempo: Marina Francischini é mulher.

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