Apartamentos menores nos grandes centros urbanos têm impulsionado a expansão de lavanderias compartilhadas em condomínios no Brasil. Dados do DataZAP indicam que a metragem média dos imóveis caiu de 67 m² em 2024 para 58 m² em 2025, uma redução de cerca de 14%.
A diminuição do espaço acompanha uma tendência global. Nos Estados Unidos, estudos do Institute of Family Studies apontam que apartamentos podem estar até 23% menores em 2025 em comparação ao ano anterior. Entre os fatores que explicam o movimento estão o aumento do preço do metro quadrado, a verticalização das cidades e mudanças no perfil das famílias.
Com menos espaço disponível dentro das unidades, itens tradicionais como máquinas de lavar e tanques passam a ser substituídos por soluções coletivas. Nesse cenário, cresce a presença de lavanderias self-service em condomínios.
Segundo a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel), o Brasil já conta com mais de 27 mil lavanderias, sendo mais de 3 mil no modelo de autosserviço. O formato acompanha outras comodidades que vêm se tornando comuns em condomínios, como minimercados e academias.
No mercado, empresas têm ampliado a oferta desses serviços dentro de condomínios residenciais. A operação de lavanderias compartilhadas, integrada a outros serviços autônomos, tem se expandido em diferentes cidades do país e reforça a tendência de conveniência dentro dos empreendimentos.
Especialistas do setor apontam ainda que a mudança no perfil das famílias e a redução da oferta de mão de obra doméstica também contribuem para o aumento da demanda por soluções compartilhadas.
Com isso, serviços de autoatendimento dentro de condomínios passam a ser vistos como parte da infraestrutura básica de novos empreendimentos, especialmente em grandes centros urbanos.
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