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07/02/2023



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Bancada evangélica estima crescer 15% nessa eleição

 Bancada evangélica estima crescer 15% nessa eleição

Líder da bancada evangélica, deputado federal Sóstenes Cavalcante

O líder da bancada evangélica no Congresso nacional, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tem uma estimativa: a bancada das denominações evangélicas deve crescer cerca de 15%. A previsão leva em conta o avanço que os evangélicos estão tendo ao longo de diversas legislaturas e o momento atual, mais conservador. Hoje a bancada conta com 115 deputados federais (cinco deles paranaenses) e 14 senadores, representando uma população de 65,4 milhões de brasileiros, 31% da população, segundo o Datafolha.

 

O crescimento da bancada evangélica também deve ter reflexo no Paraná. Políticos ligados às igrejas neo-pentecostais e pentecostais representam 16% da bancada federal paranaense e obtiveram quase 600 mil votos na eleição passada, que são os deputados Aroldo Martins (Republicanos), ligado a Igreja Universal; Christiane Yared (PP), ligada ao Evangelho Eterno; Filipe Barros (PL), ligado a Presbiteriana, Felipe Francischini (União Brasil), ligado a Assembleia de Deus; e Toninho Wandscheer (PROS), a Congregação Cristã Nova.

 

Há um grande número de pré-candidatos a deputado federal e também estadual que vão representar igrejas. O pastor Silas Malafaia, que é o conselheiro de Sóstenes Cavalcante, tem defendido a filiação em massa de pastores, dentro de uma política de ampliar o poder do segmento evangélico  brasileiro.

 

Bolsonaro sabe da importância dessa aproximação com o setor evangélico. Coeso, e que costuma votar sob orientação de seus pastores ou ministros, o eleitor evangélico busca também uma imagem sua dentro da sociedade, que muitas vezes os tratam de forma estereotipada.  O presidente entende isto, em sua visita ao Paraná fez questão de receber as graças de pastores no hall de seu hotel em Londrina.

 

Nesse ponto, o ex-presidente Lula da Silva (PT) peca ao tentar polemizar. Ao colocar no debate político pautas progressistas, afasta uma parte significativa desse 65,4 milhões de brasileiros. Quando era governante, Lula conseguiu ter os evangélicos próximos. No entanto, não tem mais a caneta em sua mão, não tem os pastores ao seu lado e pode meter os pés pelas mãos se abandonar esse segmento.

 

Vale lembrar que Bolsonaro tem apoio de uma parcela significativa dos evangélicos.  Bolsonaro teve seu terceiro e atual casamento celebrado por Malafaia, tem filhos evangélicos e chegou a ser batizado nas águas do rio Jordão (Israel), em 2016, por Pastor Everaldo. Mas, apesar de forte aliado do segmento, ele se declara católico, como forma de manter a porta aberta com parte da comunidade católica brasileira.

 

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