Um ano sem ver a garota da minha vida e eu estava com muita saudade. Esperando no desembarque, avistei na tela o número do seu vôo:
KL – 1766 AMSTERDAM
Eu somente queria um beijo. Um beijo é um sinal, beijo é um carinho, o beijo pode ser mais que um beijo, beijo não quer ficar somente no beijo, beijo quer começar e recomeçar a história, o beijo é seco, e pode ser molhado, é curto, pode ser longo, mas pode ter certeza, o meu beijo em você sempre foi sincero.
Mas, que beijo o nosso beijo será?
No rosto? Na boca? Na boca e de língua? Um beijo tem muitas facetas, vem anexo a pastas de arquivos, que se abrem na mente e trazem consigo muitas informações.
Quando ela chegou no portão, vi que estava acompanhada. Um homem mais velho, mas não tinha idade para ser seu pai. Talvez um professor, alguém que a conheceu no voo, uma pessoa que estava sendo gentil.
Na medida que se aproximavam, ela me parecia cada vez mais à vontade com aquela companhia. No momento em que ela me viu, parou de andar e disse algo para aquele homem. Então, ela se aproximou de mim com um olhar que beirava a pena:
– Eu disse para que você não viesse até o aeroporto. Precisamos conversar, mas aqui não é um bom lugar.
Isto faz mais de cinco longos anos e ainda não matei a minha vontade de beijar aquela garota.
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