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25/06/2026

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ELEIÇÕES 2026

Candidatura de Moro depende da convenção da Federação União Progressista

28/11/2025
moro

A candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná dependerá, obrigatoriamente, da aprovação da convenção da Federação que une o União Brasil e o Progressistas. Segundo fontes ouvidas pelo HojePR, não existe qualquer alternativa fora desse caminho. Em outras palavras, não será “no grito” que Moro vai garantir seu nome na disputa.

É aí que a situação começa a se complicar para o senador. De acordo com essas fontes, para se viabilizar candidato, Moro terá que dialogar e negociar em muitas camadas dos dois partidos. E isso, dizem as fontes, não é o forte do ex-juiz.

Sabendo disso, alguns assessores do senador têm procurado fazer esse trabalho, principalmente junto a lideranças do PP. No entanto, até o momento não tiveram sucesso.

É notório, também, que dentro do União Brasil há resistências em relação ao nome de Moro. O senador está longe de ser unanimidade entre dirigentes estaduais e nacionais, que cobram maior construção política e articulação interna.

Pelo lado do Progressistas, o cenário também não é simples para Moro. O partido já apresentou publicamente a pré-candidatura da ex-governadora Cida Borghetti, fortalecendo sua posição no tabuleiro político.

Vale lembrar, ainda, que a relação entre Moro e o deputado Ricardo Barros, principal liderança do PP no Paraná, é conhecida por ser difícil. Barros tem repetido, em diversas ocasiões, que não aceita apoiar o senador na disputa pelo governo.

A solução diplomática de submeter a escolha do candidato da Federação à convenção foi chancelada pelos presidentes nacionais das duas siglas, Antônio Rueda, pelo União Brasil, e Ciro Nogueira, pelo Progressistas.

O acordo sinaliza que, apesar das tensões recentes, a Federação permanece ativa, contrariando os boatos que a aliança entre os dois partidos estaria em risco.

Com isso, Moro terá pela frente um caminho político complexo, que exigirá negociações, concessões e capacidade de construir maioria entre dirigentes e delegados dos dois partidos.

Dessa forma, de nada adianta estar liderando todas as pesquisas eleitorais e não ter legenda para disputar a eleição. Em um jogo de futebol, não se faz o segundo gol antes do primeiro. No caso de Moro, não basta se dizer candidato. Antes será preciso conquistar esse direito na convenção.

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