Um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) criado para uma indústria de linha branca do Sul do país aumentou seu patrimônio de R$50 milhões para R$415 milhões em menos de 15 meses, crescimento de 730%. A estrutura foi feita para ampliar o acesso da empresa ao crédito e fortalecer o fluxo financeiro do negócio.
Os FIDCs são fundos que utilizam valores que uma empresa tem a receber, como pagamentos futuros de clientes, para gerar recursos antecipados. Esse modelo permite que companhias tenham mais capital disponível para investimentos, produção e expansão das atividades.
A operação foi realizada pela Catálise Estruturação e Gestão de Fundos para uma indústria com faturamento superior a R$2,5 bilhões no último ano. Segundo a empresa, a estrutura gerou mais de R$92 milhões em eficiência financeira e envolveu diferentes etapas da cadeia produtiva, como fornecedores, distribuidores e clientes.
Para André Fauth, sócio e CEO da Catálise, o crescimento dos fundos estruturados está relacionado à busca das empresas por alternativas de financiamento. Segundo ele, modelos mais flexíveis de crédito podem ampliar as possibilidades de crescimento, principalmente em períodos de maior dificuldade econômica.
O avanço também acompanha o crescimento dos FIDCs no mercado brasileiro. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos movimentaram R$41,7 bilhões em emissões entre janeiro e maio deste ano, o maior volume registrado para o período.
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