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23/06/2026

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lucas

Cesta de Natal fica 1,63% mais cara em Curitiba, mas inflação segue moderada às vésperas das festas

17/12/2025

A inflação brasileira está desacelerando. A forte valorização do real frente ao dólar, neste ano, ajudou bem para o controle de preços. Na Fecomércio PR calculamos a inflação da Cesta de Natal em Curitiba e identificamos uma dinâmica de preços mais bem comportada.

A Cesta de Natal está 1,63% mais cara em Curitiba e Região Metropolitana no acumulado de 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025), segundo análise da Fecomércio PR. O resultado coloca a capital na quarta posição entre as cidades brasileiras avaliadas pelo IBGE para a composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15). A inflação nacional dos itens que compõem a ceia de Natal e os presentes com maior demanda no fim do ano foi de 0,72% no mesmo período.

Apesar da alta no acumulado de 12 meses, o movimento recente é moderado, tendo em vista que a inflação da cesta de natal em novembro foi de 0,17%, o segundo maior índice entre as capitais, mas ainda um percentual baixo, sem indicar aceleração de preços às vésperas das comemorações.

Entre os alimentos, o chocolate apresentou a maior alta, acumulando 30,98% nos últimos 12 meses. Também registraram variações significativas a cenoura (+21,86%), o óleo de soja (+13,99%) e a azeitona (+13,47%). Outros itens tradicionais da ceia também contribuíram para a elevação dos custos: o filé mignon subiu 10,51%, o presunto, 10,42%, e refrigerante e água mineral, 7,65%. O vinho apresentou alta de 4,82%, enquanto carne suína aumentou 2,88% e o frango, 2,55%.

Ao mesmo tempo, alguns produtos registraram quedas expressivas, criando alternativas mais econômicas para o preparo da ceia natalina. A batata inglesa recuou 38,83%, o arroz, 27,77%, e o azeite de oliva, 12,62%. A tilápia, impactada pelas limitações das exportações aos Estados Unidos, apresentou redução de 7,04%.

No grupo dos presentes, as joias e bijuterias lideraram a inflação, com alta de 17,38%, seguidas pelos livros não didáticos, que avançaram 9,17%. O chocolate, também muito utilizado como presente, registrou aumento superior a 30%. Roupas infantis e masculinas tiveram variações em torno de 7%, assim como os perfumes. A roupa feminina apresentou alta de 5,27%, os calçados e acessórios avançaram 4,62% e os brinquedos, 2,80%.

No sentido contrário, bens duráveis mostraram retração. Os aparelhos telefônicos eletrônicos tiveram queda acumulada de 5,93% e os eletrodomésticos registraram redução de 1,90%, favorecendo consumidores que planejam compras de maior valor neste fim de ano.

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