Olá meus amigos e amigas. Em junho passado estive com minha família na Itália em viagem de férias. Aproveitando uns dias que passamos em Bologna, fizemos alguns passeios nas cidades próximas como Modena, Parma e Sant”Agata Bolognese, que fica a aproximadamente 35 km de Bologna.
Apaixonado por carros como sou e tendo como companhia meu genro e dois dos meus netinhos (todos também loucos por carros) além da minha esposa e minha filha caçula, não poderíamos perder a oportunidade de visitar o museu da Lamborghini em Sant”Agata. (Sobre a visita ao Museu da Ferrari já escrevi em outro artigo aqui na minha coluna no HOJEPR).

Reza a lenda que a Lamborghini nasceu de um desentendimento, quando Ferruccio Lamborghini, um fabricante de tratores, procurou Enzo Ferrari para sugerir melhorias na embreagem dos carros da Ferrari já que Ferruccio era apaixonado por carros esportivos. Enzo Ferrari desdenhou da sugestão, dizendo a Ferruccio que ele, sendo um mero fabricante de tratores, não entendia de carros desportivos, o que levou Lamborghini a criar a sua própria marca de automóveis para competir e superar a Ferrari. Sobre este fato existem até alguns filmes no Youtube, que eu recomendo.
Fundada em 1963 por Ferruccio Lamborghini (1916–1993) como uma filial da sua bem-sucedida fábrica de tratores Lamborghini Trattori, que produzia tratores com motores de tanques da 2ª Guerra Mundial.
Instalou-se em Sant’Agata Bolognese e contratou uma série de engenheiros de renome para construir os seus carros, como foi o caso de Giotto Bizzarrini (responsável pela criação da Ferrari 250- GTO), Giam Paolo Dallara e Paolo Stanzani.

Em 1964, foi produzido o primeiro carro Lamborghini, o modelo 350-GT, que combinava um chassi desenhado por Dallara com um motor V-12 concebido por Bizzarrini. O carro fez bastante sucesso e foi produzido até 1968, depois de ter sido renovado em 1966. Ainda em 1966, foi lançado o mítico Lamborghini Miura, desenhado por Luigi Bertone e dotado também de um potente motor V-12. Este modelo também foi um tremendo sucesso de vendas, sendo produzido até 1973. Ferrucio era grande apreciador de touradas, por isso muitos dos seus carros tem nomes de touros famosos.
Entretanto, em 1968 tinha sido apresentado o Lamborghini Islero, destinado a substituir o 400 GT, que havia surgido como desenvolvimento do 350GT. Também em 1968 apareceu o Lamborghini Espada, o primeiro carro da marca com capacidade para quatro pessoas. Dois anos depois, em 1970, o Islero foi substituído pelo Jarama.
Em 1972 o Lamborghini Urraco permitiu à marca italiana entrar no segmento dos pequenos supercarros. Ainda nesse ano a Lamborghini vendeu 51% das suas ações a um empresário suíço, com os restantes 49% a serem entregues a outro suíço em 1974. Em 1973 o Miura foi substituído por um outro modelo que também fez história no mundo dos carros de características desportivas, o Countach. Este carro tinha um design extremamente angular e aerodinâmico e estava dotado de um potente motor V-12 traseiro de 4000 cc. O carro foi produzido com estas características até 1988, ano em que o motor passou a ter uma cilindrada de 5000 cc.

No entanto, a empresa estava há muito tempo em dificuldades financeiras e em 1981 foi vendida aos irmãos Mimram, que revitalizaram a marca. Nesse sentido, no ano de 1981 surgiu o Lamborghini Jalpa, que teve por base o Urraco, e em 1982 o LM002, uma novidade na marca, já que se tratava de um veículo off-road. Este jipe estava dotado de um motor Countach.
Em 1987, a marca norte-americana Chrysler comprou a Lamborghini e, além do substituto do Countach, começou a preparar um motor para equipar carros de Fórmula 1. A estreia nesta competição automobilística ocorreu em 1989, mas nunca teve sucesso.
Desde 1998 a Lamborghini pertence ao grupo Volkswagen que também é dono da Audi, Porsche, Bentley, Bugatti, Seat e Skoda, além de veículos comerciais MAN, Scania e a marca de ônibus IC Bus.
Já o substituto do Countach, o Diablo, foi apresentado em 1990 e obteve grande sucesso, mantendo-se em produção para além do ano 2000.
O mais novo Lamborghini é o Huracãn que chegou em 2014 para substituir o Gallardo. O Huracãn traz uma nova tecnologia que é o chassi híbrido, feito de carbono e alumínio, o que deixa o carro 10% mais leve que seu antecessor e com uma carroceria 50% mais rígida.

O Lamborghini Urus foi apresentado em 23 de abril de 2012 e lançado em 2018. O seu nome vem do nome dos antepassados selvagens do gado doméstico também conhecidos como auroques.
Concluindo, posso dizer aos amigos e amigas que tiverem a oportunidade de visitar esta região da Itália, para não perderem a oportunidade de conhecer o Museu da Lamborghini. Dá pra fazer as duas marcas: Ferrari pela manhã, almoço no restaurante Cavallino em frente ao portão de entrada da fábrica da Ferrari e Sant’Agata à tarde, que fica a uma distância de aproximadamente 15 km.
Leia outras colunas do José Caron Junior aqui.




1 comentário em “Museu da Lamborghini”
Excelente artigo, José Manoel!
Pena que dá última vez que estive em Bologna não deu para visitar esse museu!
Grande abraço!
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