Na minha opinião e de muitos bambas, Geraldo Pereira é um dos maiores sambistas de todos os tempos. Nada mais justo do que dedicar-lhe um artigo no mês do Carnaval. Ele foi um dos inventores do samba sincopado, que mais tarde influenciou a bossa nova, e autor de algumas das melhores letras da MPB, quase sempre com um toque de ironia. Infelizmente teve uma vida intensa e rápida, com um fim trágico. A fonte da maior parte das informações desta matéria foi o excelente Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Filho de Sebastião Maria e de Clementina Maria Teodoro, Geraldo nasceu em 23/4/1918, em Juiz de Fora (MG). Tinha três irmãos e em 1930, ainda criança, mudou-se para o Rio de Janeiro seguindo o irmão mais velho, Manoel Araújo, conhecido como Mané-Mané e morador do Morro de Santo Antônio, espécie de sub bairro que integra o Morro da Mangueira, na Zona Norte da cidade. No local, teve nas rodas de calango seus primeiros contatos com a música. Mas antes, começou a trabalhar como ajudante do irmão no balcão de uma tendinha mantida por ele no Buraco Quente.
Em 1931, começou a estudar na Escola Pará, em Vila Isabel, onde fez o curso primário. Nessa época, conheceu Buci Moreira, Padeirinho e Fernando Pimenta, que tinham idade semelhante à sua e que se tornariam futuros sambistas. Pouco tempo depois, deixou de trabalhar na tendinha do irmão e empregou-se como soprador de vidro na fábrica de vidro José Scaroni, lá permanecendo por pouco tempo. Já nessa época, participava de rodas de samba no Morro da Mangueira na casa de Alfredo Português. Foi lá que aprendeu a tocar violão com Aluísio Dias e Cartola e começou a compor suas primeiras músicas.
Após um período como integrante da extinta escola de samba Unidos de Mangueira, procurou realizar seu projeto de afirmação artística e ascensão social afastando-se do morro, indo morar na cidade. Aos 18 anos de idade, tirou sua carteira de motorista, empregando-se na Prefeitura do Rio de Janeiro, no volante do caminhão de limpeza urbana, emprego que manteve pelo resto da vida.
Frequentando os ambientes da Praça Tiradentes, núcleo musical no Centro, conseguiu fazer contatos com músicos, cantores e compositores que lá se reuniam para compor novas melodias, apresentar audições ao som de caixas de fósforos, e eventualmente formar parcerias e comprar e vender sambas neste mercado musical. Em 1938, aos 20 anos de idade, compôs o samba “Farei tudo”, em parceria com Fernando Pimenta, proibido pela censura, porque seus versos foram considerados excessivamente ousados para a época. A partir de então, começou a fazer seus primeiros trabalhos musicais, inspirado no movimento denominado “samba do telecoteco”, do qual Ciro de Souza era um dos principais articuladores. Em 1939, teve sua primeira música gravada, o samba “Se você sair chorando”, com Nelson Teixeira, registrado por Roberto Paiva, na Odeon. Esse samba foi finalista no Concurso de Músicas Carnavalescas do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, do Governo Getúlio Vargas, tendo sido tocado nas rádios e cantado nas ruas do Rio de Janeiro, projetando seus autores no meio artístico carioca. Ao fazer o arranjo para o samba, Pixinguinha pediu ao cantor Roberto Paiva que o apresentasse ao autor, pois a originalidade da melodia o havia impressionado.
Aos poucos, foi descobrindo seu estilo, o samba sincopado, vertente do samba que se caracteriza pelo deslocamento do padrão rítmico, ao qual Geraldo acrescentou uma originalidade melódica muito pessoal, marca registrada que faz com que a maioria de suas composições seja facilmente identificável. Também em 1940, conheceu o cantor que iria se tornar seu padrinho, como carinhosamente chamou o intérprete que gravaria mais canções (doze no total) de sua autoria: Ciro Monteiro. O cantor afirmou, num depoimento registrado, em 1970, no arquivo “Depoimentos para a Posterioridade”, do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, que as canções de Geraldo Pereira “dizem o que você interpreta como se fosse seu” e que ele era um dos seus compositores prediletos, em termos de afinidade e sensibilidade.
A primeira gravação de Ciro Monteiro foi “Acabou a sopa”, em 1940; depois seguiram, entre outras, “Ela não teve paciência”, (1941), “Quando ela samba” (1942) e “Você está sumindo” (1943), sambas nos quais as letras já revelam a complexidade na construção da figura feminina na obra de Geraldo Pereira. Retratadas pelo eu lírico masculino, nelas se manifesta o desejo feminino de serem donas de seu próprio destino amoroso, retratos de mulher longe do papel submisso ao qual se vê submetida, por exemplo, a Emília de Ataúlfo Alves ou a famosa Amélia de Mário Lago. Por volta de 1940, ano definidor em sua trajetória, conheceu Isabel, grande amor de sua vida, musa inspiradora de sambas como “Acabou a sopa” e “Liberta meu coração”, gravada em 1947 por Abílio Lessa.
São, de acordo com os biógrafos, 77 canções de autoria de Geraldo no total, mais muitas inéditas. De 1940, é o samba de breque “Acertei no milhar” que, segundo pesquisadores, tem letra e melodia de Wilson Batista, constando o nome de Geraldo Pereira na parceria a pedido de Moreira da Silva (possivelmente o samba foi vendido por Gerado a Wilson), que o gravou pela Odeon. Também nesse ano, Aracy de Almeida gravou na Victor o samba “Falta de sorte”, com Marino Pinto; Roberto Paiva, também na Victor “Lembras-te daquela zinha?”, com Augusto Garcez, e Isaura Garcia na Columbia “Pode ser?”, com Marino Pinto, cuja letra fez inspirado em sua musa Isabel. Em 1944, seu samba “Sem compromisso”, com Nelson Trigueiro foi gravado na Continental pelos Anjos do Inferno. “Voltei mas era tarde”, com Príncipe Pretinho foi lançado na Victor por Cyro Monteiro e “Carta fatal”, com Ari Monteiro foi gravado por Odete Amaral na Odeon. Também no mesmo ano, lançou seu primeiro disco, pela Continental, interpretando os sambas “Mais um milagre”, de sua autoria e “Bonde Piedade”, com Ari Monteiro, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional. Ainda em 1944, participou do filme “Berlim na batucada”, de Luiz de Barros, interpretando o papel de cabo Laurindo.
Nesse ano, obteve novo sucesso na voz de Cyro Monteiro com “Falsa baiana”, um dos grandes sambas da música brasileira, inspirado na esposa do compositor Roberto Martins, incapaz de sambar no carnaval, com sua fantasia de baiana. “Falsa baiana” chama a atenção por sua originalidade melódica e estruturação rítmica. Posteriormente foi regravada por muitos artistas. Segundo Nelson Sargento, “depois dessa música, a coisa mais difícil era encontrar Geraldo no morro de Mangueira”.
Em 1945, teve o samba “Bolinha de papel”, que apresentava sutis inovações rítmicas, lançado pelo grupo Anjos do Inferno, mas que nessa versão não obteve grande sucesso. Muitos anos depois, “Bolinha de papel” seria interpretada magistralmente por Jards Macalé no seu álbum “4 Batutas e 1 Coringa”. Ouça aqui.
Em 1947, Cyro Monteiro gravou com sucesso na RCA Victor “Pisei num despacho”, com Elpídio Viana, samba de admirável ritmo, com uma letra rica e humorada. Também nesse ano, Abílio Lessa gravou na RCA Victor “Liberta meu coração”, com José Batista, confissão apaixonada para a mulata Isabel, que trabalhava como pastora em diferentes programas radiofônicos, com versos como: “Meu coração é um escravo perfeito/ que vive acorrentado em meu peito/ solta este pobre sofredor/ que padece demais por teu amor.” Em 1948, pela gravadora Star lançou os sambas “Roubaram o lírio de ouro”, com Arnaldo Passos e “Vou dar o serviço”, com José Batista, aparecendo no selo do disco como “Geraldo Pereira e Suas Pastoras”.
Em 1949, teve “Que samba bom”, gravado por Blecaute na Continental, que se tornou um dos maiores sucessos de vendagem da década, levando-o inclusive pela primeira vez a reclamar com a gravadora seus direitos autorais pelas vendas dos discos. Ainda nesse ano, Blecaute gravou “Chegou a bonitona”, com José Batista.
Em 1950, voltou a gravar, pelo selo Star, lançando os sambas “Pedro do Pedregulho”, de sua autoria e “Ela”, de Arnaldo Passos e Osvaldo Lobo, com acompanhamento de Lírio Panicalli e sua orquestra, passando a partir de então a gravar regularmente. Deixou um total de 30 gravações. No ano seguinte, gravou de sua autoria e Arnaldo Passos “Ministério da economia”, sua primeira incursão no terreno da política, elogiando ironicamente a criação do Ministério da Economia pelo presidente Getúlio Vargas. A letra descreve as agruras de um habitante do morro que, não aguentando a inflação, havia mandado sua “Nega bacana meter os peitos na cozinha da madame lá em Copacabana”. O lado A desse disco tinha o samba “Domingo infeliz”, de Arnaldo Passos e Abelardo Barbosa, o popular locutor de Rádio e depois apresentador de TV Chacrinha.
Em 1952, gravou a marcha “Tribo do Caramuru”, de Hélio Ribeiro e Álvaro Xavier e o samba “Polícia no morro”, que já naquela época atestava a chaga social da violência na periferia da cidade. Nesse ano, gravou os sambas “Escurinha”, de sua autoria e Arnaldo Passos e “Ser Flamengo”, de Ferreira Gomes, Bruno Gomes e Airton Amorim, através do qual definia sua preferência pelo clube de futebol carioca, assim como Wilson Batista e Cyro Monteiro faziam na mesma época. Também em 1952, transferiu-se para a gravadora RCA Victor e em seu primeiro disco lançou os sambas “Coitadinha fracassou”, de Hélio Nascimento e Arnaldo Passos e “Dama ideal”, de Alcebíades Nogueira e Arnaldo Passos. Participou ainda do filme “O rei do samba”, de Luis de Barros.
Gravou na RCA Victor “Falso patriota”, de David Raw e Victor Simon e “Cabritada malsucedida”, de sua autoria e W. Vanderley. Ouça aqui a interpretação de Luiz Melodia para este sucesso de Geraldo Pereira.
Em 1954, foi contratado pela gravadora Columbia e lançou os sambas “Olha o peroba”, de Buci Moreira e Albertina Rocha e “Maior desacerto”, de sua autoria, Ari Garcia e Silva Jr. Nesse ano, participou do espetáculo “Clarins em fá”, na Boate Esplanada, em São Paulo, fazendo grande sucesso com “Olha o peroba”. Também no mesmo ano, gravou seus dois últimos discos com os sambas-choro “Professor de natação”, de Avarese e Maurílio Santos e “Juraci”, de sua autoria, a marcha “Conduta do Taioba”, de Aldacir Louro, Rubens Fausto e Antônio Neto e o profético samba “Eu vou partir”, já que morreria sete meses depois do lançamento do disco, , de sua autoria.
Em 1955, três meses antes de falecer subitamente viu seu último sucesso gravado em disco, o samba “Escurinho”, que conta a trajetória de um escurinho pacato, que de uma hora pra outra muda de comportamento e sai pelos morros comprando brigas, lançado em fevereiro daquele ano por Cyro Monteiro.
Será que o Escurinho seria um personagem meio que autobiográfico? Geraldo Pereira morreu precocemente, no Hospital de Servidores Municipais, onde havia sido internado por ser funcionário da prefeitura. Sua morte foi decorrente de uma briga com Madame Satã. João Francisco dos Santos (1900 – 1976), o Madame Satã, era bastante famoso no underground carioca: homossexual, negro, capoeirista, artista de cabarés decadentes e, acima de tudo, valente, um homem que não levava desaforo para casa. Já matara, já brigara centenas de vezes, na maioria para defender seus direitos, em uma época que direitos para pessoas como ele eram ainda mais desrespeitados, e já passara dezenas de anos preso pelos mais diversos motivos. Seu encontro e sua briga com Geraldo Pereira naquele dia fatídico do mês de maio de 1955 hoje estão envoltos em lendas, disse-me-disse, meias verdades e que tais. Madame Satã assim contou, numa célebre entrevista para o Pasquim, o incidente com Geraldo Pereira:
“Eu entrei no Capela, estava sentado tomando um chope. Ele chegou com uma amante dele (ainda vive essa mulher), pediu dois chopes e sentou ao meu lado. Aí tomou uns goles do chope dele e cismou que eu tinha que tomar o chope dele e ele quis tomar o meu copo, e eu disse pra ele: ‘Olha, esse copo é meu’. Aí ele achou que aquele copo era dele e não era o meu. Então peguei meu copo e levei para a minha mesa. Aí ele levantou e chamou pra briga. Disse uma porção de desaforos de palavras ‘obicênias’, eu não sei nem dizer essas coisas. Aí eu perdi a paciência, dei um soco nele: caiu com a cabeça no meio fio e morreu. Mas ele morreu por desleixo médico, porque foi para a assistência ainda vivo.” Contando com apenas 37 anos, e de maneira inglória, assim se foi um dos maiores compositores da música popular brasileira.
Depois de sua morte seus sambas continuaram a ser regravados por inúmeros cantores e cantoras. Não listarei todas as regravações aqui para não tornar esta matéria enfadonha, mas algumas das mais importantes tem que ser destacadas.
Em 1971, Paulinho da Viola regravou o samba “Você está sumindo” e João Gilberto recriou com sucesso “Bolinha de papel” para o disco que fazia parte da série “História da Música Popular Brasileira”, da Editora Abril dedicado à obra do compositor. Para o mesmo disco foram regravados “Chegou a bonitona”, por Blecaute; “Escurinha”, por Jorge Veiga e “Escurinho”, por Roberto Silva. No mesmo ano, Gal Costa regravou o samba “Falsa baiana” no LP “Gal a todo vapor”, com grande repercussão. Em 1974, Chico Buarque incluiu o samba “Sem compromisso”, com Nelson Trigueiro no antológico LP “Sinal Fechado”. “Você está sumindo” foi regravado por Paulinho da Viola em 1978 no fascículo da Nova História da Música Popular Brasileira da Abril Cultural. Em 1979, vinte e oito anos depois de ser composto, “Ministério da economia” foi proibido pela Censura Federal da Ditadura de ser gravado por Leci Brandão. Em 1980, foi finalmente liberado e gravado por Monarco no LP “Evocação V” lançado pelo Estúdio Eldorado. Do mesmo disco faziam parte ainda as composições “Mais cedo ou mais tarde”, interpretado por Jards Macalé; “Onde está a Florisbela?”, por Batista de Souza; “Pedro do Pedregulho”, por Vânia Carvalho; “Pisei num despacho”, por Jackson do Pandeiro; “Pode ser?”, por Cristina e “Se você sair chorando”, cantado por um coral. Ainda em 1980, foi homenageado pela escola de samba Unidos do Jacarezinho com o enredo “Homenagem a Geraldo Pereira”, cujo samba-enredo foi feito por Monarco. Em 1981, João Nogueira regravou “Você está sumindo” e “Escurinha”. No carnaval de 1982, ele foi homenageado no enredo “Geraldo Pereira, eterna glória do samba”, de João Ramos Pacheco, da Escola de Samba Unidos do Jacarezinho. Em 1983, Bebel Gilberto e Pedrinho Rodrigues gravaram este sensacional pot-pourri do compositor mineiro. Em 1987, Jards Macalé lançou “4 Batutas e 1 Coringa”, disco de releituras com sambas históricos de Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues e Geraldo Pereira, de quem foram interpretadas “Bolinha de Papel” e “Ministério da Economia”. Em 1990, Chico Buarque voltou a cantar “Sem compromisso” em seu disco gravado ao vivo na França. Em 2004, foi homenageado no espetáculo “Geraldo Pereira – um escurinho brasileiro”, criação de Ricardo Hofstetter com direção de Daniel Herz e com a presença do ator Jorge Maya. Em 2005, por ocasião dos 50 anos de sua morte foi homenageado pelo jornalista Luís Pimental com uma crônica no Jornal do Brasil na qual o jornalista assim se referiu ao compositor: “O melodista – a quem se atribui a invenção ou pelo menos a burilada do samba sincopado – e letrista de versos livres e arrojados (“Tá louca, chamando pra casa/Agora que o samba enfezou/Vou com a turma pras cabeças/ Não me aborreça, vá que depois eu vou”), viveu apenas 37 anos, mas sua obra valiosíssima tem sido revisitada e regravada em vários momentos e por nomes marcantes da MPB”. Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o ICCA – Instituto Cultural Cravo Albin a caixa “100 anos de música popular brasileira” com a reedição em 4 CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975. No volume 4 estão incluídos seus sambas “Acertei no milhar”, com Wilson Batista, e “Escurinho”, na interpretação de Marlene, e “Falsa baiana”, na voz de Cauby Peixoto. Em 2012, o ECAD divulgou levantamento, segundo o qual, “Sem compromisso”, com Nelson Trigueiro, foi a música mais executada ao vivo nos bares da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, durante o ano de 2011. Em 2018, por ocasião do aniversário dos 100 anos de seu nascimento foi homenageado com uma série de 10 programas transmitidos pela Rádio Batuta, do Instituto Moreira Sales. Foi também homenageado pela Velha Guarda da Mangueira, que interpretou seus sambas na festa de 90 anos da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Segundo o poeta e pesquisador de MPB, Euclides Amaral, em entrevista sobre o compositor para a “Coluna Homenagem”, da Revista UBC: “Ele se debruçava muito bem sobre os dois principais códigos da MPB: a melodia, na qual frequentemente fazia uso da síncope, que é a propriedade de inverter os tempos fortes para os tempos fracos; e a letra, na qual perpassava com clareza situações inusitadas de sentimentos universais, aliados a observações do cotidiano carioca”.
Em 2019, foi homenageado pela Velha Guarda Musical da Mangueira com o lançamento do CD “Velha Guarda da Mangueira canta Geraldo Pereira” que incluiu sambas como “Falsa baiana” e “Escurinho”, “Sem compromisso”, “Ministério da economia” e “Cabritada malsucedida”. Imaginem quantas canções geniais a mais Geraldo Pereira teria nos deixado se não saísse de cena tão cedo.
Em 2025 completaram-se 70 anos de sua morte (sem nenhuma comemoração por sinal), o que significa que toda sua grande obra caiu em domínio público a partir deste ano. Ouvi falar que o grupo curitibano Maxixe Machine está preparando um show em sua homenagem, tomara que seja verdade.
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