Dias atrás, me peguei pensando em quando o conceito do “politicamente correto” começou. Não consegui lembrar, mas me parece que ele é relativamente novo e ganhou força com a disseminação das redes sociais.
Seja qual for a data em que passou a estar mais presente, essa norma de conduta tornou-se necessária, ganhou força e precisa ser observada. A menos que você opte por viver em uma caverna – física ou virtual – é preciso se adaptar aos novos hábitos e costumes e viver de acordo com os tempos de hoje.
Coisas que antigamente passavam despercebidas agora precisam ser cuidadosamente pesadas, especialmente se o que falamos ou escrevemos pode soar como discriminatório, como nos casos de racismo, sexismo, homofobia etc. E sejamos honestos: em algumas situações, o que está em jogo vai muito além de “educação”. Trata-se, simplesmente, de respeito, consideração e civilidade – seja lá o nome que se queira dar.
É comum vermos que, no humor, o “politicamente incorreto” aparece de forma escancarada, com autores e comediantes passando por cima do que, para muitos, são princípios da moral, da ética e até mesmo do bom gosto. E parece que depois do surgimento dos shows de stand-up, é que realmente todas as barreiras foram rompidas…
Por outro lado, sabemos também que há muito, muito exagero. O vídeo abaixo faz uma sátira justamente com o excesso daqueles que procuram o politicamente incorreto em tudo.
Veja o que acontece quando um pobre desavisado atende ao pedido de um grupo para simplesmente tirar uma foto.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=pdORLYM0e8M
(Imagem original do Instituto Liberal, atualizada por I.A.)




2 comentários em “Quando começou o politicamente correto?”
Essa oportuna reflexão vai de encontro com a parede pichada nas alturas onde um anônimo resolve lacrar seu protesto
Nós que cultivamos respeito e cidadania já não temos espaço…A nova cultura em alerta contra a dignidade nos ataca e intimida!! O Gramchismo foi eficiente na destruição de Valores…A reciclagem da Dignidade e Respeito precisa Agir👊
Caro Gerson:
Como você, sou um fanático contador de anedotas. Eu as tenho catalogadas por temas; assim, se alguém quiser ouvir piadas de gago, conheço diversas; de fanho; de negro; de marido traído, de Juquinha; de padre…
Ocorre que agora, num evento qualquer (numa churrascada, por exemplo), se eu tentar contar algumas dessas, sou execrado, porque conto piadas que atingem minorias.
Ora bolas, elas fazem rir! O objetivo é exatamente esse: fazer rir. Para exemplificar, veja a que ponto chegamos: perguntei a um amigo, conterrâneo de Petrópolis, se ele sabia quais são as três coisas que ninguém viu ainda. Como ele não soubesse, enumerei:
– Cabeça de bacalhau; pretos gêmeos; enterro de anão.
Pra quê! Fui devidamente achincalhado!
Mas eu pergunto: aonde eu ofendi a quem que se encontre na anedota?
A coisa está chegando a um paroxismo de politicamente correto que eu vou te contar…
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