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Como conversar com a inteligência artificial e obter boas respostas

03/11/2025
inteligência

Por Felipe Florencio

Embora o termo inteligência artificial (IA) exista desde os anos 1950, quando pesquisadores da ciência da computação começaram a imaginar máquinas capazes de “pensar”, foi só recentemente que essa tecnologia se tornou verdadeiramente acessível ao público em geral. Com o avanço da IA generativa, que pode criar textos, imagens, músicas e vídeos a partir de simples instruções, ferramentas como ChatGPT, Microsoft Copilot e Google Gemini passaram a fazer parte do cotidiano de estudantes, profissionais e curiosos de diversas áreas.

Com essa popularização, surgiu uma nova habilidade digital: saber conversar com a IA. A interação acontece por meio dos chamados prompts — instruções escritas em linguagem natural. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode se comunicar com a tecnologia usando suas próprias palavras, sem precisar dominar termos técnicos.

Mas, apesar de acessível, a IA ainda é uma máquina e pode cometer erros ou interpretar mal o que pedimos. Essas falhas, conhecidas como “alucinações”, podem ser reduzidas com prompts mais claros e bem estruturados. Por isso, confira algumas dicas para conversar com a IA e conseguir respostas mais úteis e confiáveis.

1. Seja direto e objetivo

Elabore uma instrução básica e objetiva. Usar verbos diretos como “explique”, “liste”, “descreva” ou “gere” ajuda a IA a entender com clareza o que se espera dela. Por exemplo: “explique o que é fotossíntese”. Esse tipo de prompt simples funciona bem para gerar respostas rápidas, mas pode ser limitado quando o assunto exige mais profundidade ou contexto.

2. Dê contexto e especifique o que deseja

Inclua detalhes sobre o público, o formato ou o nível de profundidade. Em vez de “explique o que é fotossíntese”, tente: “Explique o que é fotossíntese com foco nos processos químicos, em linguagem acessível para estudantes do ensino médio”. Isso ajuda a IA a ajustar o conteúdo e o estilo de resposta conforme sua necessidade.

3. Defina o tamanho e o formato da resposta

Por fim, restrinja o formato da resposta e evite informações desnecessárias. Por exemplo: “Explique o que é fotossíntese em até cinco frases curtas, em tópicos, destacando o papel das plantas”. Assim, o resultado tende a ser mais direto e confiável, reduzindo o risco de respostas inventadas pela IA.

Uso consciente da IA

A interação por linguagem natural ampliou significativamente o acesso à inteligência artificial, permitindo que usuários formulem instruções de maneira mais simples. No entanto, mesmo com essa facilidade, é essencial lembrar que estamos lidando com sistemas computacionais que podem errar, gerar informações imprecisas ou até mesmo inventadas.

Por isso, ao escrever instruções, é importante ser claro, específico e estruturado, sempre mantendo o senso crítico na avaliação das respostas fornecidas. Checar as informações obtidas e compreender os limites da tecnologia são atitudes fundamentais para utilizar a IA de forma eficiente e responsável.


Felipe Florencio é engenheiro de Machine Learning no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI). É mestre e bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com MBA em Machine Learning in Production pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).


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