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24/06/2026

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Tiradentes hoje: a liberdade sob o tacão do STF

21/04/2025

Hoje, 21 de abril, celebramos Tiradentes, o mártir da Inconfidência que sonhou com um Brasil livre do jugo colonial. Mas, se Joaquim José da Silva Xavier vivesse em 2025, será que reconheceria a liberdade pela qual morreu? O Brasil de hoje, com sua democracia fragilizada, está longe de ser o país soberano que ele imaginou. A liberdade, esse pilar sagrado, anda de joelhos, e o Supremo Tribunal Federal (STF), com sua caneta autoritária, tem muito a responder por isso.

Tiradentes enfrentou a coroa com coragem, mas hoje o inimigo é mais sutil: um STF que se arvora como dono do Brasil. Em nome da “defesa da democracia”, a corte pisoteia liberdades fundamentais. Em 2023, vimos deputados como Daniel Silveira terem mandatos cassados sem processo justo, baseados em decisões monocráticas de Alexandre de Moraes. Em 2024, o bloqueio de perfis em redes sociais, sem transparência, virou rotina. E, em março de 2025, a operação que tornou Bolsonaro réu por suposta tentativa de golpe reforçou a narrativa de que o STF decide quem pode falar, pensar ou governar. Não é justiça — é despotismo com toga.

Não me alinho a bravatas pessoalizadas, mas defendo o óbvio: um país livre não suporta juízes que legislam, julgam e punem ao mesmo tempo. A liberdade de expressão, pilar de qualquer democracia, virou refém de inquéritos sem fim. Enquanto isso, o brasileiro comum, que paga impostos e rala para sobreviver, vê sua voz calada por um sistema que protege uma casta despótica e descomprometida com o Brasil, e pune quem ousa discordar. Isso é liberdade? Tiradentes, com sua forca no peito, diria que não.

Quem acredita em valores, família e soberania, precisa se levantar sem cair na armadilha do personalismo. Nosso projeto é maior que qualquer nome — é um Brasil onde o cidadão fale sem medo, onde o Judiciário respeite a Constituição e onde o poder emane do povo, não de 11 togados. Mas esse Brasil não virá de graça. Como disse Edmund Burke, “para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. O STF só age assim porque o silêncio dos justos permite e por termos um Congresso acovardado e desqualificado.

Você, leitor, é peça-chave. Reclamar nas redes ou no churrasco de domingo é insuficiente. É hora de cobrar, votar consciente, apoiar quem defenda a liberdade e enfrentar os déspotas de hoje — sejam de toga, sejam de palanque. Tiradentes deu a vida por um ideal. E nós, o que daremos? Reflita: que Brasil você quer deixar para seus filhos? Comente, opine, faça sua parte!

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12 comentários em “Tiradentes hoje: a liberdade sob o tacão do STF”

  1. Muito obrigado pela atenção gentil e manifestação de todos, as quais concordo.
    Sigamos juntos fazendo o futuro que queremos!!!

  2. Este artigo representa e nos diz a realidade fatica q vivemos

  3. Parabéns Luiz Mário, una reflexão muito bem elaborada, sobre momentos difíceis

  4. No próximo ano estarei completando 100 anos de idade, votei em todas as eleições a partir de1945 e deixarei em 2026, meu exemplo votando contra a ditadura que reina em nosso amado Brasil.

  5. Infelizmente o maior dilema social está em equilibrar dois fatores: Liberdade x Segurança. Quanto mais se aumenta um, mais se diminui o outro. Como equilibrar liberdade das redes com controle da pornografia (ou do crime)? Mesmo a nível dos países, vemos atualmente a maior democracia do mundo mandando às favas a Lei e a própria Constituição ao tentar restaurar o Controle sobre a Economia. Problemas complexos exigem soluções complexas…quando têm solução.

  6. Excelente reflexão, Luís Mário! A sociedade brasileira tem uma enorme oportunidade de usar tudo isto para aprofundar sobre o que a vem a ser uma democracia representativa. Dois dos poderes passam por este processo democrático, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário já é resultado desses dois. Se esses dois cumprissem bem seu papel, o Judiciário seria fantástico, mas parece não ser o caso. Dois dois, precisamos apenas que o Legislativo funcione, pois é ele que aprova as indicações do Executivo. Por isto temos, como sociedade, nos esforçar para termos um Legislativo digno deste país.

    • Caro Luís Mário, perfeita canetada com foco, com clareza (nome “aos bois”), com a verdade e com justa indignação. Parabéns.

  7. REALIDADE DIFÍCIL E SOLUÇÃO MAIS AINDA, DIANTE DE UMA SOCIEDADE ACOMODADA.

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