O comportamento do consumidor de imóveis no Brasil está mudando, e critérios como bem-estar, rotina e qualidade de vida ganham peso sobre preço e metragem. É o que mostra o estudo Moradia do Amanhã – Compra, do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX.
Segundo a pesquisa, 41% dos compradores pretendem adquirir um imóvel nos próximos dois anos, e 80% ainda visitam estandes antes de fechar negócio. Apesar da localização e segurança serem determinantes, atributos como sustentabilidade, áreas verdes, mobilidade e lazer passaram a influenciar a decisão.
A reputação de construtoras e incorporadoras também se tornou um diferencial, já que os compradores buscam confiança e experiência de entrega alinhada à proposta. Especialistas apontam que o consumidor atual é mais racional, mas a emoção segue presente.
“Hoje, ele pesquisa, compara e entende melhor o que está comprando. Mas a emoção continua presente. A diferença é que ela precisa fazer sentido dentro de uma escolha mais consciente”, afirma Marcos Pires, gerente comercial de produto da GT Building.
Funcionalidade das plantas, iluminação natural, ventilação, conforto térmico e acústico são cada vez mais valorizados, enquanto áreas comuns grandes ganham menos importância se não forem realmente aproveitáveis.
O perfil dos compradores também se diversifica, com aumento da presença de clientes jovens, conectados e informados, que buscam imóveis que dialoguem com seu estilo de vida e propósito. Para o mercado, isso exige ajustes na comunicação, no portfólio e na abordagem comercial, priorizando experiências em vez de apenas preço ou metragem.
O setor imobiliário brasileiro, segundo especialistas, vive uma nova fase em que a decisão de compra vai além de um bem financeiro e passa a refletir escolhas de estilo de vida, rotina e bem-estar.
Foto: Envato Imagens



