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22/02/2024



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Conselho opta pela cassação de Renato de Freitas. Sou contra

 Conselho opta pela cassação de Renato de Freitas. Sou contra

Não votaria em Renato de Freitas (PT). Não gosto do seu estilo e o acho imaturo para ser vereador. No entanto, entendo que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba errou ao aprovar o relatório pedindo a cassação do vereador.

 

Com 5 votos favoráveis,  de Noêmia Rocha (MDB), Indiara Barbosa (Novo), Toninho da Farmácia (União), Denian Couto (PODE) e do relator, Sidnei Toaldo (Patriota), Renato foi julgado por ser diferente do “padrão”. Como disse a vereadora Maria Letícia (PSB), que defendeu pelo arquivamento, o julgamento seria outro se Renato não fosse negro, da periferia, impertinente e de direita. Por sinal, ela montou uma defesa exemplar, em seu parecer alternativo.

 

Os vereadores validaram o relatório de Sidnei Toaldo, cheio de falhas (que negou as evidências) . Votaram para agradar seu eleitorado. Indiara reforçou essa visão em seu discurso, afirmando que seu eleitor não admitiria além da cassação. O mesmo fizeram Denian, Toaldo, Toninho e Noêmia. Por sinal, essa última foi pressionado pelos líderes de seus eleitores, recebendo até a ligação do pastor Silas Malafaia, que usa seu poder para influenciar a política, em especial o antipetismo.

 

A surpresa do Conselho foi o vereador Dalton Borba (PDT). Coerente e correto, deu uma aula de direito constitucional e de humanidade. Entendeu que o momento político, de polarização cega, pressionava alguns de seus colegas do Conselho. Criou a alternativa política, optando por uma suspensão para Renato Freitas, que poderia chegar até seis meses.

 

Faltou visão para os colegas do Conselho, que preferiram jogar com a galera, ao invés de dar a “justa” punição.

 

Agora, tudo vai judicializar, o advogado de de Renato, Guilherme Gonçalves, vai recorrer na Justiça, buscando derrubar o relatório. Também vai buscar a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal para derrubar o parecer do relator.

 

O texto segue para ser votado pelo plenário e Renato sabe que será condenado.  E a Câmara vai votar para agradar seus eleitores. Diferente do que fez a Cúria, os vereadores vão optar pela solução fácil, ao invés de perdoar um vereador diferente do “padrão”.

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