Gostaram do jogo do Brasil contra a Escócia? Confesso para vocês que essa seleção não me inspira muita confiança. Na minha opinião a melhor seleção brasileira dos meus tempos é a única que não tem título, que é a seleção de Zico e Sócrates, treinada por Tele Santana na Copa do Mundo da Espanha em 1982. Aquilo era futebol arte.

Hoje a vantagem em relação ao ano de 1982 é que naquela época eu tinha 15 anos e não bebia, agora é diferente. Nesta Copa do Mundo estou sempre acompanhado de uma garrafa de vinho, principalmente porque nestes dias de jogos, o frio foi companheiro de todas as horas. E aquela comida quente, cheia de calorias, é a melhor companhia.
Para este jogo contra a Escócia tratei de cozinhar uma Feijoada Transmontana. Feijão branco cozido com cenoura, cebola e alho, depois de refogar os “enchidos” portugueses que vieram na mala na última viagem que fiz à Terrinha. Pensa numa coisa boa, comi de colher, e tratei de abrir uma garrafa de um bom vinho português para completar a cena.

Desta vez o vinho escolhido era a última garrafa de uma caixa com 3 que comprei do Paul Tudgay da importadora Roostock. Estou tentando convencer este inglês, que mora em Curitiba, para ter mais vinhos portugueses na sua “wine list”, por conta do custo benefício, qualidade e bom preço. Tratei de tomar um Tecedeira LIBERTAS safra 2018. O nome em Latim significa: liberdade. “Tomar ou ficar livre, dar ou ficar em liberdade, solto”.

Vinho de 13,5% de teor alcoólico. Na taça o destaque é a sua cor granada, aromas de frutas vermelhas, e na boca um final prolongado, seco e bastante marcante. Vinho que passa 19 meses em barricas de carvalho de 500 litros, e depois mais um ano em garrafa antes de ser etiquetado e ir para o mercado. A pisa é feita à pe em lagares especiais. Um vinho boutique. Na vinícola o preço sai 27 euros, aqui no Brasil custa entre R$ 399 e R$ 470. Informo aos interessados que o Paul Tudgay vende com um belo desconto. Tem que negociar.
Leia outras colunas do Alexandre Teixeira aqui.



