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14/07/2026

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INDIGNAÇÃO

Copel deixa zona rural de Castro e Tibagi às escuras novamente

13/12/2025
copel parana hojepr

A população da zona rural de Castro, na divisa com Tibagi, vive mais uma vez entre prejuízos e indignação com o fornecimento de energia elétrica prestado pela Copel. Moradores relatam que a região está sem luz há três dias, com reflexos diretos no abastecimento de água, na conectividade e na segurança. Nas últimas três semanas, segundo os relatos, o fornecimento tornou-se irregular, com quedas constantes e longos períodos sem energia.

A falta de eletricidade compromete serviços básicos. As bombas responsáveis pelo abastecimento de água para consumo humano e para os animais não funcionam, deixando famílias e propriedades rurais em situação crítica. A interrupção da energia também derruba o sinal de internet, isolando comunidades inteiras e dificultando pedidos de ajuda, comunicação e gestão das atividades no campo. O cenário agrava riscos à saúde e à segurança, sobretudo em regiões afastadas dos centros urbanos.

As queixas se repetem em outras áreas rurais do Paraná. Reportagem do HojePR já havia mostrado que produtores rurais enfrentam quedas frequentes e prolongadas no fornecimento de energia, muitas vezes por vários dias, com prejuízos diretos à produção e à vida cotidiana. Segundo os relatos, até chuvas de menor intensidade têm provocado apagões prolongados, evidenciando a fragilidade da rede de distribuição em áreas rurais.

O tema também foi debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná, que discutiu os impactos dos apagões e a qualidade dos serviços prestados pela Copel. No encontro, agricultores, especialistas e parlamentares criticaram a demora nos reparos, a redução do quadro técnico da empresa e o aumento das reclamações após a privatização. A avaliação predominante foi a de que a qualidade do serviço piorou justamente para quem mais depende da energia elétrica para atividades essenciais.

Na zona rural de Castro e Tibagi, a indignação cresce à medida que os dias passam sem solução. Moradores reclamam que, apesar da precariedade do fornecimento, as contas de energia continuam chegando com valores cada vez mais altos. Para eles, pagar mais por um serviço instável e inseguro é inaceitável.

Mais uma vez, a Copel é acusada de deixar a população na mão. Famílias e produtores cobram respostas, investimentos urgentes e respeito a quem vive e produz no campo, antes que novos apagões ampliem ainda mais os prejuízos e os riscos à vida.

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