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07/02/2023



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Corrida de gato e rato

 Corrida de gato e rato

Ultimamente você deve ter ouvido alguém falar que o dólar caiu ou estava barato, certo? Na nossa economia, temos três pilares que nos sustentam: taxa de juros, dólar e inflação. Elas vivem como uma gangorra tentando achar um equilíbrio que fique bom para todo mundo. Se a nossa taxa de juros está lá em cima e a inflação ao lado dela, quem é que equilibra? Ele mesmo, o dólar. Mas isso acontece por uma razão, e depois que você entender, ficará mais fácil de entender o Brasil – que não é para amadores.

 

A partir do momento que a taxa de juros sobe, fica atrativo investir no Brasil. Em breve bateremos o tão sonhado 1% ao mês e isso, aos olhos do gringo, é maravilhoso. Afinal, ele não está aqui para ver o preço do tomate. O fluxo de estrangeiros na bolsa brasileira, a B3, nos três primeiros meses do ano foi 60% maior do que em 2021, quando a nossa taxa de juros estava perto da casa dos 2%. Isso significa cerca de R$64 bilhões a mais aqui. E aí fica fácil de fazer o cálculo: maior oferta de dólar, mais barato ele fica. Isso é uma ciência exata? Não. Analisando o mercado como um todo, isso é o que geralmente acontece.

 

Mas a questão que fica é: o dólar mais barato a gente consegue viajar para ver o Mickey? Não é tão simples assim. No caso das passagens, por exemplo, elas também tiveram um aumento exponencial nos três primeiros meses do ano, gerado pela alta do petróleo e derivados. Isso sem contar a alta na nossa cesta básica de insumos, que faz com que sobre menos dinheiro para comprar o tal do dólar barato. Ou seja, o tão sonhado ratinho não é apenas questão de moeda, e sim de um país saudável onde a gente consiga comprar a passagem, mas também completar o tanque, comer filet mignon, salada de tomate e quem sabe, um queijinho.

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