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Economia deve crescer 2,4% em 2025 e reduzir ritmo em 2026

08/12/2025

A economia brasileira deve encerrar 2025 com crescimento de 2,4% e entrar em uma fase de acomodação em 2026. A previsão foi apresentada por economistas que participaram da 17ª edição do Discutindo Economia, realizada pelo Corecon-PR na última sexta-feira (5). O encontro reuniu especialistas para avaliar o desempenho dos principais setores e traçar cenários para o próximo ano, com atenção especial ao Paraná.

No agronegócio, a expectativa é de novo recorde de produção em 2025/2026, especialmente em soja e milho. Mesmo assim, o setor enfrenta desafios como custos altos, maior endividamento, dificuldades no seguro rural e impactos de questões climáticas e geopolíticas. Ainda assim, a expectativa é positiva para 2026, com possível recuperação de preços e abertura de novos mercados. O setor também investe mais em tecnologia e cobra melhor conectividade no campo.

A indústria paranaense segue entre as mais fortes do país e cresce acima da média nacional. Segmentos como máquinas e equipamentos, produtos químicos e materiais elétricos se destacam no desempenho. Porém, para o próximo ano, especialistas alertam que juros altos e a valorização do real podem reduzir a competitividade, especialmente nas exportações. Por outro lado, medidas como isenção do Imposto de Renda e o aumento de gastos ligados às eleições devem fortalecer o consumo interno.

No comércio, serviços e turismo, o cenário também é positivo. O setor de serviços representa quase metade do PIB do estado e vive em um momento de expansão, com geração de empregos. O turismo tem atraído mais visitantes, impulsionado por ecoturismo, grandes eventos e gastronomia. Para 2026, a previsão é de uma leve desaceleração, vista como uma acomodação natural após um crescimento alto, mas ainda com indicadores favoráveis.

O mercado de trabalho apresenta resultados significativamente positivos, com queda na taxa de desocupação e aumento da renda real. A maior parte das negociações salariais de 2025 garantiu ganho real aos trabalhadores. Apesar disso, a informalidade segue alta, com crescimento da terceirização e da pejotização. A expectativa para o próximo ano é de um ritmo mais lento na criação de vagas, com o desafio de melhorar a qualidade do emprego.

O cenário internacional enfrenta dificuldades. Especialistas apontam um aumento nas tensões geopolíticas e uma redução no volume do comércio global, em grande parte devido às novas políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. Apesar da situação desfavorável, a economia brasileira tem mostrado capacidade de recuperação. Com o impulso do investimento público, o país deve superar as projeções iniciais de crescimento para o fechamento de 2025. Porém, o avanço é limitado pelos juros reais ainda elevados e pelas metas de inflação.

Para 2026, que será um ano eleitoral, as expectativas são mais positivas. A adoção de novos recursos na economia e a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) devem aumentar o poder de compra das famílias. E também, o PIB do país deve crescer entre 2,2% e 2,4%, com inflação controlada e desemprego em nível baixo.

O evento foi conduzido pelo presidente do Corecon-PR, Odisnei Antonio Bega, e terminou com perguntas do público presencial e online.

Foto: Fabiana Lima

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