O número de jovens empreendedores brasileiros cresceu 25% nos últimos 12 anos, segundo levantamento do Sebrae. Enquanto esse movimento se reflete entre os adultos que estão ingressando no mercado, a Escola Atuação aposta em um caminho que começa muito antes: ensinar educação financeira e empreendedorismo desde a infância.
Na prática, isso significa apresentar conceitos como planejamento, poupança, consumo consciente e organização financeira de forma lúdica, acompanhando o desenvolvimento dos estudantes desde os primeiros anos escolares. A proposta aborda o universo financeiro de forma lúdica, conectando o aprendizado às experiências do cotidiano e tornando os conceitos acessíveis para cada faixa etária.
“A educação financeira vai muito além de ensinar a contar moedas ou economizar dinheiro. Ela ajuda a criança a compreender a importância do planejamento e a responsabilidade envolvida em cada decisão. São aprendizagens que acompanham o estudante por toda a vida”, explica a diretora da Escola Atuação, Carolina Pereira Frizon.
Após as primeiras experiências na Educação Infantil, os estudantes do 1º ano participam de uma visita à Livraria Maravilha Livros. A atividade permite que as crianças coloquem em prática conhecimentos relacionados ao sistema monetário ao escolher um livro, observar preços, realizar o pagamento e conferir o troco em uma situação real de compra.
“Quando a criança percebe que consegue tomar decisões ela desenvolve autonomia e confiança. Nosso objetivo é que ela aprenda fazendo, vivenciando situações reais e significativas”, destaca Carolina.
Do Maternal ao 9º ano: um projeto que cresce junto com o estudante
Na Escola Atuação, o Projeto Empreendedorismo acompanha os estudantes ao longo de toda a trajetória escolar, com atividades adaptadas à idade e ao nível de desenvolvimento de cada turma. No Maternal I e II, as crianças participam de brincadeiras de mercado, assumindo os papéis de vendedores e clientes. Na Educação Infantil, os estudantes confeccionam cofrinhos e aprendem sobre a importância de guardar dinheiro. Já no 1º ano, os conceitos ganham aplicação prática por meio da experiência de compra na livraria.
Nos anos seguintes, os estudantes ampliam o contato com conceitos ligados à educação financeira e ao empreendedorismo. Eles realizam pesquisas de preços, visitam estabelecimentos comerciais, analisam diferenças de valores entre mercados e refletem sobre consumo consciente e planejamento financeiro.
Nos anos finais do Ensino Fundamental, o trabalho avança para experiências mais próximas da realidade dos negócios. Um dos exemplos acontece no 9º ano, quando os estudantes visitam o Ceasa para selecionar produtos, calcular custos e organizar uma feira de comercialização, participando de etapas como planejamento, precificação e venda.
Segundo Carolina, o diferencial da proposta está justamente na continuidade do trabalho ao longo dos anos. “Não se trata de uma atividade isolada. Existe uma construção que começa na infância e evolui conforme o estudante amadurece. O objetivo é formar pessoas capazes de tomar decisões conscientes. Mais do que preparar futuros empreendedores, a iniciativa busca desenvolver habilidades que serão úteis em qualquer área da vida adulta”, afirma.



