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08/02/2023



política

Os paranaenses que já tentaram a Presidência. Eles não conseguiram

Quem pediu votos antes de Moro

 Os paranaenses que já tentaram a Presidência. Eles não conseguiram

Quando Sérgio Moro (Podemos) tornou-se pré-candidato e entrou no seleto rol de paranaenses que já almejaram ser presidente. Três paranaenses tentaram alcançar o cargo, mas nenhum obteve êxito. Affonso Camargo, Zamir Teixeira e Alvaro Dias entraram na disputa e obtiveram minguados resultados.

Segundo ao último levantamento do Poder Data, Moro tem 7% das intenções votos dos brasileiros e divide terceira colocação com o pré-candidato Ciro Gomes (PDT). O ex-juiz superou a melhor marca de Alvaro Dias, que começou a campanha de 2018, com 4% das intenções de votos, segundo pesquisa do DataFolha*. Affonso Camargo e Zamir Teixeira jamais atingiram os 4% de Alvaro.

No entanto, foram os dois – Zamir e Camargo – que abriram o espaço para os paranaenses. Da República Velha até 1989, o Brasil tinha tido 115 candidatos na disputa eleitoral. Após a ditadura militar e o Movimento das Diretas-Já, surgiram dois nomes paranaenses na lista de presidenciáveis. Lista que sempre teve predomínio de mineiros, paulistas, gaúchos e cariocas, sem contar de diversos políticos do Nordeste.

ZAMIR E SÍLVIO SANTOS

Zamir Teixeira era ex-vereador de Campo Mourão. Foi o primeiro candidato à presidência do PCN – Partido Comunitário Nacional, criado há quatro anos antes da primeira eleição direta. Zamir – hoje um grande empresário, que vive no Acre – entrou na disputa, em que havia outros 21 partidos, com estrelas como o Luís Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello, Leonel Brizola, Ulysses Guimarães, Mario Covas, Paulo Malluf, Guilherme Afif Domingues, Roberto Freire e o famoso Enéas Carneiro.

No meio dessa profusão de nomes, Zamir ganhou notoriedade quando ofereceu o PCN ao empresário Silvio Santos, que queria ser presidente. A O apresentador foi para o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e teve a candidatura anulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Zamir acabaria a eleição com 187.155 votos (0,27% do total de votos) e ocupando a 15º lugar. Apesar do baixo desempenho, superou o badalado deputado Fernando Gabeira, que disputou pelo PV – Partido Verde.


PAI DO VALE-TRANSPORTE

Affonso Camargo Neto disputou a eleição pelo PTB – Partido Trabalhista Brasileiro. Na época era senador e tinha ganho notoriedade ao criar a lei do Vale em 1985.
Foi baseada nessa popularidade que o PTB apostou em seu nome. Camargo acreditou, segundo entrevista dada em 1998 ao jornalista José Wille, no Projeto Memória Paranaense, que iria ganhar um forte apoio dos paranaenses, o que não aconteceu. Camargo obteve apenas 2% dos votos dos eleitores do Paraná. E acabou em 11º lugar, com 379.268 votos.


APOSTA NA FICHA LIMPA

Na eleição de 2018, foi a vez de Alvaro Dias. Fortalecido pela luta antipetismo, o senador apostou em um voo solo no Podemos, que mudou nome em 2016. O slogan era a defesa da ficha limpa, uma contraposição a série de acusações de corrupção contra o governo do PT.

Dias não conseguiu manter os 4%. Fechou a campanha com quase 900 mil votos e 0,52% dos votos. Ele ficou em 9º lugar.


BAIXA REPRESENTATIVIDADE

Se Moro avançar e ir para segundo turno, terá atingido um feito inédito, pois os candidatos paranaenses jamais foram tão longe, E, se vencer, será o primeiro paranaense como presidente.

O Paraná nunca teve um presidente, igual a Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal

Em compensação, Minas Gerais lidera o ranking com oitos presidentes eleitos. Foram Affonso Penna, Wenceslau Braz, Delfim Moreira, Arthur Bernardes, Carlos Luz, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e Dilma Rousseff. Depois seguem empatados Rio Grande do Sul e São Paulo.

Pelo Rio Grande do Sul foram Hermes da Fonseca, João Menna Barreto, Getúlio Vargas, João Goulart, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel. E por São Paulo, foram Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Júlio Prestes, Ranieri Mazzilli, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Já Ceará e Alagoas tiveram 2 presidentes cada. Do Ceará vieram Humberto Castelo Branco e José Linhares. E de Alagoas, nasceram Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.

Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e o Oceano Atlântico tiveram um representante cada. Quem nasceu em um navio no Oceano Atlântico foi o presidente Itamar Franco.

Agora é ver se um paranaense desponta.

A pesquisa do Poder Data entrevistou 3 mil pessoas em 245 municípios. Os dados foram coletados entre 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
** Pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018 tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Instituto ouviu 2.826 eleitores entre 29 e 30 de janeiro.

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