A campanha Maio Amarelo 2026, que neste ano tem como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, ampliou o debate sobre segurança no transporte corporativo e os riscos causados pelo excesso de tempo ao volante. Empresas e especialistas têm discutido alternativas para reduzir acidentes e melhorar as condições de deslocamento de trabalhadores.
Com o aumento das jornadas diárias no trânsito e das viagens corporativas, cresce também a preocupação com fadiga, estresse e sobrecarga entre motoristas. Nesse cenário, plataformas de mobilidade empresarial e modelos de transporte compartilhado passaram a ser vistos como alternativas para melhorar a segurança e a organização dos deslocamentos.
A Autonomoz, empresa de mobilidade corporativa com sede em Curitiba, defende o uso de tecnologia e monitoramento para reduzir riscos nas viagens de colaboradores. A empresa atua conectando motoristas parceiros a companhias que contratam transporte programado para funcionários em trajetos urbanos e intermunicipais.
Segundo a empresa, a operação atualmente atende 175 cidades e conta com cerca de 900 motoristas parceiros. O sistema utiliza rastreamento em tempo real, controle operacional 24 horas e planejamento prévio das rotas.
De acordo com a especialista em Segurança, Saúde e Meio Ambiente da empresa, Gisele Santos, o debate sobre mobilidade corporativa vai além do transporte. “Estamos falando de segurança, previsibilidade e qualidade de vida para motoristas e passageiros”, afirmou.
O modelo de mobilidade compartilhada também tem sido associado às discussões sobre ESG e sustentabilidade nas empresas. A proposta busca otimizar rotas, reduzir o número de veículos em circulação e melhorar a eficiência logística.
Além do monitoramento das viagens, a empresa mantém programas internos de conscientização sobre direção defensiva, pausas durante jornadas e prevenção de acidentes.
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