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28/01/2023



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Ficção científica de Duna traz técnica inquestionável

 Ficção científica de Duna traz técnica inquestionável

Baseado em livro, Duna conta com dez indicações na 94ª edição do Oscar, ficando atrás apenas de Ataque dos Cães

Se você me falar que não gostou do filme, eu te entendo, mas precisamos conversar. Duna é um dos maiores clássicos do gênero de ficção-científica desde 1965, data da primeira publicação. De lá pra cá os livros de Frank Herbert inspiraram a criação de mundos como os de Star Wars e Game of Thrones. Duna, filme de Denis Villeneuve, é uma adaptação de duas horas e meia que conta, basicamente, dois terços do livro. O filme é construído sem pressa, de forma impactante, imponente e se apega na ideia de ser uma introdução para o que está por vir.

 

Em Duna, acompanhamos a história de Paul Atreides, protagonizada por Timothée Chalamet, filho e herdeiro do distinto duque Leto Atreides (Oscar Isaac). Sua família recebe ordens do imperador para assumir o planeta deserto Arrakis, ou “Duna”, uma terra de areia e especiarias. Com visões e inúmeros flashes do futuro mostrando a jihad fremen, Paul é considerado o predestinado, ou seja, a pessoa que tem o desafio de acompanhar a velocidade de uma roda do tempo que já está em movimento, além de vingar seu sobrenome. Em um futuro distante, o mundo necessita de um recurso chamado de especiaria, que permite a exploração do espaço, encontrada no deserto de Arrakis. A família de Paul, responsável por extrair e comercializar, acaba por entrar em um universo de poder, traição e muita política envolvida. E aqui cabem vários paralelos com o mundo em que vivemos, por exemplo, a comparação da especiaria de Duna com a exploração do petróleo.

 

O filme de Villeneuve faz questão de inserir o espectador no universo da obra com uma enorme dosagem de efeitos especiais impactantes, cenários e locações extraordinários, dentre outros detalhes que impressionam e encaixam perfeitamente com o gênero. Das 2h40 de filme, boa parte dele é dedicado a explicar o dinamismo da coisa. Quais são as casas, como funciona o império, o que são as especiarias e sua importância, e o que é o planeta Akarris. E descrito dessa forma, parece simples, mas não é. O filme busca então estabelecer seu universo, para então contar a história. E é por isso que Duna é uma filme de introdução.

 

Existem dois aspectos de Duna que valem a pena serem trazidos. Um deles é que o filme não é nada democrático no sentido de não fazer questão, nem um pouco, de agradar a massa. A maioria das pessoas. Ele passa longe de filmes convencionais e traz uma obra diferenciada. Outro ponto são as cenas de luta (poucas) que deixaram a desejar. Vai agradar a todos? Trouxe uma história que o público vai se conectar? Provavelmente não. Mas quando você entende que se trata de um início, uma ambientação, e um gostinho de “quero mais” da história, sim, ele agrada. Em contrapartida, a trilha sonora, fotografia, direção de arte, figurino, atuações e efeitos especiais são impecáveis e, definitivamente, aumentam a qualidade do longa!

 

A história de Duna é uma obra de arte, não é atoa que é um dos grandes clássicos da literatura em seu gênero. E transpassar isso para as telas, não é uma tarefa fácil. Mas, o longa-metragem cumpre esse papel, e inclusive, é indicado ao Oscar 2022 na categoria de Roteiro Adaptado. Não somente, Duna, fica atrás apenas de Ataque dos Cães em quantidade de indicações, com um total de dez, sendo elas: Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora Original, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Penteados, Melhor Montagem e Melhor Som. É categoria, né? Admito que na minha opinião, algumas delas, é impossível Duna não levar. Efeitos Visuais, (aposto Trilha Sonora Original, afinal, é do Hanz Zimmer) e arrisco o palpite em Montagem.

 

Duna encheu meus olhos com tamanha técnica e beleza, ainda que não tenha me emocionado. Vale a pena assistir sem nenhuma interferência externa, prestando atenção nos detalhes e apreciando esses aspectos técnicos mencionados! Na segunda que vem, nos encontramos com mais um texto sobre outro filme indicado na maior categoria do Oscar 2022, Melhor Filme. Lembrando que o evento ocorre dia 27 de Março. E aí? Quantas estatuetas Duna irá levar?

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