ANO IV

13/07/2026

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OPERAÇÃO ENIGMA

Governo do Paraná exonera assessor da Casa Civil investigado pelo Gaeco

15/05/2026
beto costa

O Governo do Paraná exonerou, na manhã desta sexta-feira (15), o assessor da Casa Civil Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa, após a deflagração da operação Enigma, conduzida pelo Gaeco. A medida foi tomada de forma imediata, poucas horas depois do início da ação policial e sem qualquer sinalização de permanência do servidor no cargo enquanto as investigações seguem em andamento.

Beto Costa, ex-prefeito de Goioerê e considerado aliado político do deputado estadual Márcio Nunes, é apontado como principal alvo da investigação. Ele ocupava um cargo de assessor na Casa Civil do Governo do Estado, após ter sido cogitado para assumir a Secretaria de Agricultura quando Márcio Nunes deixou o comando da pasta, em abril deste ano.

De acordo com o Gaeco, a investigação apura uma movimentação financeira considerada incompatível com as rendas formalmente identificadas do ex-prefeito. O Gaeco aponta o recebimento de R$ 5,7 milhões de origem não identificada, incluindo quase R$ 1 milhão em espécie. Também são investigados saques e movimentações por meio de cheques que somariam R$ 11,9 milhões, sem indicação clara de destinatários.

Segundo o Ministério Público, os fatos investigados envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal. As apurações indicam que as operações teriam sido realizadas por meio de pessoas jurídicas ligadas a Beto Costa. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a evolução patrimonial considerada incompatível com fontes lícitas de renda.

A operação Enigma cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goioerê e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, com apoio do Gaeco catarinense. Entre os locais alvo das buscas estão a residência do ex-prefeito e dois escritórios de contabilidade.

Durante a ação, foram apreendidos documentos, anotações e aparelhos celulares, que passarão por perícia e análise no decorrer das investigações. O Juízo de Garantias da Vara Criminal de Goioerê também autorizou medidas cautelares patrimoniais que somam R$ 21,5 milhões, incluindo bloqueio de contas bancárias, imóveis, ativos financeiros e apreensão de veículos de luxo ligados ao investigado.

Até o momento, a defesa de Beto Costa não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.

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